terça-feira, 31 de maio de 2011

Dúvidas que me cercam

PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá.
Estive pensando a sociedade (pra variar) e, obtendo alguns dados, fazendo algumas análises, cheguei a, não uma, mas várias dúvidas. Bem, contá-las-ei para que me ajudem a dirimi-las.
De posse de alguns números (reitero, não gosto de me basear em números, pois eles são manipuláveis) verifiquei que o padrão de vida do brasileiro aumentou, mais pessoas saíram da linha da miséria, o poder de compra aumentou, enfim, existem vários fatores que indicam que o brasileiro está “vivendo melhor”. Visto isso, comecei a pensar e me surgiu a primeira dúvida: se isso, de fato, está acontecendo, por que o número de roubos, assaltos e sequestros estão aumentando cada vez mais? Estudos mostram que, se a população carcerária continuar aumentando nessa “progressão geométrica”, dentro de alguns anos teremos mais presos do que soltos. Bem, consequentemente outras perguntas assolaram o meu intelecto. O que está levando as pessoas a cometerem mais crimes? Já que, como sabemos, o dinheiro está aumentando, e sempre acreditei que o principal motivo que levavam as pessoas a roubarem fosse a necessidade financeira. Mas, o dinheiro está aumentando para todos mesmo?
Uma vez ouvi de um ladrão que ele rouba pela adrenalina que isso proporciona, ou para se mostrar pra um determinado grupo, ou mesmo pra “se aparecer pra mulheres”. Bem, estou começando a achar que roubo e sequestro viraram esporte (fica a dica pro comitê olímpico brasileiro). Brincadeiras à parte, o que está faltando ser ensinado? As pessoas não têm medo ou não se importam mais com as consequências de seus atos? A obliteração da entidade familiar é causa efetiva nesse mal todo? O sensacionalismo da mídia, o consumismo, a ostentação, tudo isso contribui para o caos? A falência da educação, a degradação da religiosidade, a inversão de valores...enfim, eu preciso de respostas. Mas, na verdade, eu preciso da resposta de uma pergunta em específico: Aonde foi que erramos?

domingo, 29 de maio de 2011

Quem nunca se perguntou por que as leis no Brasil não funcionam? A resposta é simples, a culpa é nossa. Eu explico:

VITOR MAZZI

A Constituição Federal promulgada em 1988 também chamada de Lei Maior ou Carta Magna é como próprio nome diz, a Lei Máxima em nosso país, significa dizer que todo ordenamento jurídico (leis, decretos, medidas provisórias, resoluções e etc.) encontram-se hierarquicamente abaixo da Constituição, e a ela devem obediência, sob pena de serem declaradas inconstitucionais e os seus efeitos nulos ou anuláveis.
Pois bem, em seu artigo 1º A Constituição estabelece que "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito...".
O mesmo artigo em seu parágrafo único, por sua vez estabelece que "Todo poder emana do povo que o exerce por meio de seus representantes....", parece até piada, mas é a pura verdade.
O artigo 2º também da Constituição determina: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si (outra piada) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Os três poderes como são conhecidos, possuem cada um deles uma função típica. Ao Executivo cabe administrar, o judiciário julgar e ao Legislativo legislar, produzir leis, compor o nosso ordenamento jurídico, criar regras limitando os demais poderes.
A essa altura você deve estar se perguntando " o que eu tenho a ver com isso?"
Talvez você não saiba, mas o poder Legislativo é exercido em âmbito Federal pelo Congresso Nacional, ou seja, pelos nossos deputados e senadores e em âmbito municipal pelos nossos vereadores, eleitos por nós, daí porque, temos tudo a ver com isso.
Como podemos querer que haja justiça, se na hora de exercer o nosso poder e escolher os nossos representantes, desperdiçamos essa oportunidade elegendo pessoas despreparadas e sem a menor qualificação para ocupar uma função tão importante, que é a função de crias leis.
Em outras palavras, enquanto nós continuarmos a eleger "Tiriricas", "Zé do gás" e "João do caminhão", para compor o nosso ordenamento, não poderemos esperar muita coisa.
E culpa é de quem?

Vitor Mazzi é advogado militante na comarca de Marília, pós graduado em processo civil.

sábado, 28 de maio de 2011

SIMAB - Semana Integrada do Meio Ambiente - de 30/05 a 05/06/11

SOL BEZERRA


O QUE VOCÊ TEM FEITO PELO MEIO AMBIENTE?

Essa é a questão-tema da SIMAB (Semana Integrada do Meio Ambiente) de 2011. Segundo o folder de divulgação do evento

"As questões ambientais são problemas discutidos atualmente em todo o planeta e acabam por gerar a educação ambiental, em prol da melhoria da qualidade de vida. A semana do meio ambiente já acontece há 12 anos. Nessa edição o objetivo é possibilitar encontros entre os mais variados grupos do município, estimular o debate sobre as mais importantes questões ambientais e estimular o envolvimento de crianças, jovens e adultos.
O foco é unir forças para buscar soluçõe e apresentar resultados já obtidos por instituições bauruenses preocupadas com a conservação e defesa do meio ambiente."

Esse evento é promovido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Bauru com patrocínio, apoio e parceria de diversas empresas e órgãos e será realizado do dia 30 de maio a 05 de junho de 2011, contando com diversas palestras, mesas redondas e práticas que estimulam a preservação do meio ambiente. Durante toda a semana haverá atividades no DAE, Jardim Botânico, Horto Florestal e Jardim Botânico para agendamento de escolas.
Os participantes das palestras receberão certificado e as inscrições podem ser feitas enviando um e-mail para simab2011@gmail.com com o nome completo, RG, e-mail para contato e atividade de interesse.

Confira a programação completa:

30/05 - Segunda

08h30 O papel do Jd. Botânico de Bauru na conservação e educação
Vinícius Sementilli Cardoso, Luiz Carlos de Almeida Neto
Local - Rua Agenor Meira 12-34

09h00 Palestra "Sistema Agroflorestal"
Sr. Vinicius Vendramini Cesário
Local - Centro Rural Tibiriçá

19h30 Abertura oficial
Palestra "O que a economia ttem feito pelo Ambiente?"
Ricardo Shirota
Apresentação do Suco da Horta (SESI)
Local - OAB Bauru - Avenida Nações Unidas, 30-30

31/05 - Terça

08h30 -09h30 Palestra "Cuidando do meu ambiente"
Neusa Maria Ferraz
Local - Auditório do Gabinete - Praça das Cerejeiras

14h30 Palestra "O papel do Jd. Botânico de Bauru na conservação e educação"
Vinícius Sementilli Cardoso, Luiz Carlos de Almeida Neto
Local - Rua Agenor Meira 12-34

20h00 Painel "Projetos de Extensão Educação Ambiental"
Prof. Dr. Rosani de Castro; Prof. Dr. Jair Wagner de Souza Manfrinato; Prof. Dr. Rosane Aparecida gomes Batistelle
Local - Unesp - Anfiteatro do Serviço Técnico de informática da Faculdade de Engenharia - Projeto Recicla Unesp

01/06 - Quarta

09h00 Palestra "Destinação final das embalagens de agrotóxicos"
Engenheiro florestal Luiz Roberto Viccario
Local - Centro Rural Tibiriçá

09h00 em diante Recolhimento de Lâmpadas Fluorescentes
Local - Praça Rui Barbosa

09h30 Apresentações Projeto Perspectiva e Perspectiva Junior
Local - Cantina do CTI

10h00 Distribuição de Mudas Unesp/CTI

12h00 e 18h00 Apresentações Projeto Perspectiva e Perspectiva Junior
Local - Cantina da Unesp

19h30 Oficina de Ecoprodução
Carolina Mendes e Mônica Rego (Unesp Bauru)
Local - Centro Cultural - Avenida Nações Unidas, 8-9

02/06 - Quinta

08h30 - 09h30 Palestra "Consciência Ambiental nas Instituições Públicas"
Sirlei S. Polidoro Campos
Local - Auditório do Gabinete - Praça das Cerejeiras

09h00 Dia de Campo sobre fossa séptica biodigestora
Engenheiro Florestal Luiz Roberto Viccario
Chácara das Flores - Tibiriçá

10h00 - 21h00 Feira da Barganha e da Sucata
Os interessados em participar da feira devem levar objetos, livros, discos, fitas, roupas, brinquedos e móveis usados para trocar ou vender.
Local - Unesp

14h30 Palestra "Gerenciamento de Resíduos Químicos e seus impactos ambientais"
Antonio Carlos Feitosa, Prof. Dr. Mario Sergio Galhiani
Local - Unesp - Anfiteatro do Serviço Técnico de Informática da Faculdade de Engenharia

17h30 Palestra "Eficiência Energética"
Profa. Ms. Maria Goretti Zago Nunes de Souza
Local - Fatec Bauru - Rua Manoel Bento Cruz, 3-30, sala 11

19h30 Mesa Redonda com o tema "Meio Ambiente, Tecnologia e Comunicação Digital"
Kláudio Cóffani (Loyalty Consultoria Ambiental) e Katarini MIguel (Instituto Ambiental Vidágua)
Local - OAB Bauru - Avenida Nações Unidas, 30-30

19h30 Palestra "Tratamento de Resíduos Sólidos e a reciclagem energética"
Prof. Dr. Jair Wagner de Souza Manfrinato
Local - Unesp - Anfiteatro do Serviço de informática da Faculdade de Engenharia

03/06 - Sexta

08h30 - 09h30 Palestra "O verde e sua importância"
Eliel Pacheco Junior
Local - Auditório do Gabinete - Praça das Cerejeiras

10h00 Palestra "Um alerta: poluição das águas"
Profa. Dra. Rogéria M. Alves de Almeida
Local - OAB Bauru - Avenida Nações Unidas, 30-30

19h00 - 22h00 Palestra "Mudanças Climáticas"
Professor Kláudio Coffani
Local - Teatro Edson Celulari - Rua Rubens Arruda, 3-33

05/06 - Domingo

09h00 Encerramento Oficial da SIMAB
Apresentação de bandas regionais, Exposição Labsol, recolhimento de lâmpadas fluorescentes pela Witzler, Denguetes, doação de mudas, muitrão de limpeza, Criança Ecológica e oficinas.
Local - Horto Florestal - Avenida Rodrigues Alves, 38-55

Maiores informações:

http://hotsite.bauru.sp.gov.br/simab

http://www.simabbauru.blogspot.com/

E-mail: simab2011@gmail.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dica Cultural: Prova de Fogo

FABRICIO SILVA

Akeelah and the Bee, 2006 – lançado no Brasil com o Título Prova de Fogo é um filme que tive o prazer de assistir essa semana e que por vários motivos entra como a primeira dica cultural do União do Saber.

Akeelah belamente interpretada por Keke Palmer é uma menina de 11 anos de idade, negra, nos Estados Unidos e que demonstra ter facilidade com soletração. (até onde tenho conhecimento à soletração é uma das formas de aprendizagem utilizadas pelos norte-americanos). Sendo notórios também os concursos de soletração naquele país.
 
Laurence Fishburne está muito bem no papel da personagem Dr. Larabee um professor que vê na menina potencial para disputar os concursos de soletração envolvendo as escolas de todo o país. (daí o título original Akeelah and the Bee).

A que se destacar também o papel da mãe de Akeelah no enredo, Tanya interpretada por Ângela Basset. Akeelah perdeu o pai quando menina e sua mãe é uma mulher nervosa no lidar com a criação de seus filhos, sozinha, dando pouca atenção ao “talento” da filha no decorrer da história.

Fora isso, o que me fez trazer esse filme como uma dica para você que nos acompanha é o fato de o filme tratar de maneira muito interessante a relação aluno/professor/professor/aluno. Dr. Bee consegue mostrar para a pequena Akeelah que mais importante do que saber soletrar é o conhecimento que a menina vai adquirindo ao longo dos estudos, bem como as lições morais aonde, por conta própria ela vai vencendo seus medos e receios, adquirindo confiança em si, mudando inclusive sua postura diante dos fatos.

Dr. Bee também perdeu alguém que amava muito, assim como Akeelah. O professor ao ensinar a menina faz renascer dentro dele as lembranças da pequena filha. E é ai que entra outro ponto que quero ressaltar. O filme é interessante tanto para professores como para alunos, pois, mostra que na dinâmica de aprendizagem um aprende com o outro constantemente. 

O filme que como muitos têm suas passagens clichês e que de certa maneira possui um enredo simples impressiona no fim, quando entre suas várias mensagens, deixa claro que ninguém é melhor do que ninguém, e que vitoriosos somos todos. Clichê? Confira!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Olá. E a educação, como vai?

PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá, E a educação, como vai? Começo o texto com essa pergunta intimista porque, não sei se você também, mas eu vejo que a educação está numa vertiginosa descendente. E podemos considerar a educação no seu sentido global, ou seja, a educação tanto dentro da sala de aula quanto no dia a dia. Apesar de eu não gostar de trabalhar com dados, com números, o que nos passam é algo um tanto quanto contraditório, uma vez que se aponta uma maior frequência de alunos em sala de aula, menor índice de repetência, diminuição na evasão, mas não se leva em conta a questão do analfabetismo funcional. Será que o importante é ter o aluno na sala e não se preocupar se ele, de fato, está aprendendo o que estão ensinando? Qual é a real intenção de quem legisla em prol da educação? Levando em conta uma boa intenção (apesar de o inferno estar cheia delas) e sendo o problema da falência da educação tão visível, por que não há uma reforma educacional? Ficaremos presos ao arcaico sistema de ensino do século passado até quando? E a valorização do professor, da carreira, um dia chegará? Certa vez, vi uma reportagem de uma TV americana sobre a saúde na Inglaterra, o entrevistado era um ex-membro do parlamento, Tony Benn, e na entrevista ele disse: “existem duas formas de se controlar um povo, desmoralizando-os e assustando-os... Um povo bem educado, confiante, dá trabalho, fica fora de controle”. Então, chego à conclusão de que ter um povo mal-educado é conveniente. Um povo crítico, leitor, confiante, consegue assimilar informação, criar opiniões próprias, deixa de ser passivo e mero receptor.
Bom, o tema é amplo, daria umas boas páginas de discussão, haja vista que temos também a questão do investimento, da transformação do professor em especialista, pesquisador e podemos pegar exemplos dentro mesmo do próprio estado de municípios que chegam a investir 30% da arrecadação na educação fundamental. Lá se percebe um povo mais motivado, confiante, consciente e preparado para fazer uma leitura crítica do seu meio de convívio. Mas, cá entre nós, pra quem tá “lá em cima”, é melhor o povo aqui idealizado, ou a atual forma de educação?
Enquanto essa ideia não sai da teoria, o que nos cabe é batalhar por melhoras, caso contrário, cairemos num buraco sem fundo e nos tornaremos cada vez presas mais fáceis pros abutres.