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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O NOVO SEMPRE VEM


Por Fabrício Silva



...quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo...a perigo na esquina...o sinal está fechado para nós que somos jovens...Já faz tempo eu vi você na rua...cabelo ao vento, gente jovem reunida...Essa lembrança é o quadro que dói mais...Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos...Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...

...Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não...você diz que depois deles não apareceu mais ninguém...mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem...Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude, está em casa contando vil metal...Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo...o que fizemos...Nós ainda somos os mesmos e vivemos...Nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nosso pais...

Independente de qualquer tentativa de mobilização, seja ela contra corrupção ou não...(perdoem a rima)...é preciso acreditar que temos nas mãos uma nova juventude. Nas diretas Já, havia uma nova juventude...que são os pais de hoje...Então, tomemos cuidado com o que estamos plantando no interior da juventude atual pois, eles também irão ser pais.


07 DE SETEMBRO DE 2011 – BRASIL – Aproveitem bem o feriado.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Matéria sobre a energia no Brasil


PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá a todos.

Hoje estou passando aqui pra recomendar uma matéria que saiu no jornal da cidade (Bauru) de domingo (21/08/2011). Da minha passagem pela "Sem Limites", li uma entrevista com o presidente da FIESP, Paulo Skaf. Só pra adiantar, a matéria fala sobre os contratos de concessão para as empresas "operarem" a produção e distribuição de energia elétrica do Brasil. Por lei, como as hidrelétricas são da União, assim que acabam os contratos, obrigatoriamente deve-se realizar novos leilões, o que, na prática não acontece. Está havendo uma "renovação automática" dos contratos, impedindo que novas empresas entrem na disputa pela concessão. Só pra entender, vence o leilão quem der a oferta mais baixa, ou seja, com a realização deste, provavelmente a energia reduziria para o consumidor em, aproximadamente, 15%. Outro ponto importante é a respeito da amortização dos custos de investimento que o brasileiro paga pela construçãoo das usinas. O detalhe é que essas usinas foram feitas na década de 1960, ou seja, os custos da construção das usinas já foram pagas. Interessante, né? Como sempre a safadeza e a falta de lisura tomam conta do país. 
Ah! Outra coisa importante, mas que não deve surpreender a ninguém. O Brasil é um dos países que produzem a maior quantidade de energia (devido ao seu potencial hídrico e seus rios predominantemente de planalto) e paga o terceiro maior valor no mundo.
Deixando de lado os interesses pessoais do Skaf e de seu grupo (a CESP faz parte do grupo e pode ser beneficiada com os leilões), acredito que a matéria seja interessante e mostra, mais uma vez, que o brasileiro é descaradamente enganado. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

AS VERDADES SOBRE O KIT GAY

Por Fabrício Silva.

Vi o vídeo a pouco via Facebook. Poderíamos escrever sobre o assunto. E sei que nem todos os que fazem parte do União do Saber são dessa mesma opinião. Mas eu concordo com o vídeo e achei por bem divulga-lo aqui.

Assista:

terça-feira, 28 de junho de 2011

ELEIÇÕES

Por FABRÍCIO SILVA

Quando tem campanha eleitoral cada um escuta o que lhe convém. E então, vota pensando nele e não no todo. Mais ou menos assim...

EMPRESÁRIOS
Isenção de tarifas, blábláblá, livre comércio, blábláblá, não intervenção, blábláblá, abertura, blábláblá, capital estrangeiro, blábláblá, capital interno...

MÉDICOS E FUNCIONÁRIOS DA ÁREA DE SAUDE
Valorização, blábláblá, hospitais, blábláblá, melhores salários, blábláblá, melhores condições, blábláblá, estrutura,blábláblá...

PROFESSORES
Maior salário, blábláblá, maior respeito,blábláblá, reforma educacional, blábláblá...

TRABALHADORES E DESEMPREGADOS
Gerar empregos, blábláblá, décimo terceiro, blábláblá, férias, blábláblá, salário melhor, blábláblá...

SEM TERRA
Reforma agrária, blábláblá, blábláblá, reforma agrária, blábláblá, blábláblá...

UNIVERSITÁRIOS
Bolsas, blábláblá, cotas,blábláblá, próuni, blábláblá...

E vai assim...

Depois, vai lá e faz...blábláblá na urna eletrônica. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

A copa é só no "longínquo" 2014.

PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá a todos.
Hoje escreverei em um campo que adoro, o futebol.
Como é do conhecimento geral, o Brasil sediará a Copa do Mundo Fifa de Futebol em 2014. Feito conseguido através de "muito merecimento", baseado em "critérios técnicos", sem nenhuma politicagem. Na verdade, a Fifa adotou um critério de colocar a Copa do Mundo em todos os continentes, independentemente de estarem preparados ou não. E no caso do Brasil, eu fico com várias dúvidas.
Desde as Olimpíadas de Los Angeles (EUA), em 1984, sabemos que, com planejamento, organização, estabelecimento de metas, enfim, quando o trabalho é feito com competência, eventos desse porte dão lucro. Então eu lhe pergunto: o que realmente tem sido feito de efetivo e organizado, no Brasil, para que a Copa do Mundo seja algo, de fato, benéfico para o país? E quanto ao transporte, o que foi feito de melhoria substancial? Já que o país é imenso e adotaram a política de mandar jogos em todas as regiões do país. Particularmente acho isso errado, uma vez que, em vários estados os seus clubes não disputam campeonatos importantes no país e esses estádios podem virar verdadeiros elefantes brancos. E por falar em estádios, a quantas andam as obras para reforma dos estádios? E a construção de novos, tem sido feito dentro de um cronograma? É de espantar a calma e, diria até, a morosidade dos dirigentes (no sentido mais amplo da palavra) na preparação da infraestrutura do país. Até parece que isso é feito de propósito para que, aos 45 minutos do segundo tempo, façam um "plano emergencial" e arranquem milhões dos cofres públicos. Dessa forma, fica fácil pra desviar verba, pra fazer licitações fraudulentas, enfim, "surrupiar" o nosso dinheiro (mais do que já é feito, né?). Vale lembrar que, em Los Angeles iniciou-se uma política bem sucedida de organização de eventos de grande porte. E o melhor, não foi gasto 1 centavo público sequer. As Olimpíadas foram bancadas com receita de ingressos, direitos de imagem, patrocinadores e outros. Mas lá é Los Angeles, Estados Unidos, lá é a América. O máximo que eu posso fazer é comparar com a Colômbia, que em 1986 era a sede da Copa do Mundo da Fifa, mas, devido a problemas econômicos, foi excluída do evento que lhe fora dado. Nesse mesmo ano, a Copa foi oferecida ao Brasil, mas, o então Presidente José Sarney, recusou o pedido da Fifa (num dos poucos momentos sensatos de sua vida política). Mas aí é que está, tenho que fazer comparações com a Colômbia, infelizmente.
É difícil acreditar que vá sair algo sério, que o "jeitinho brasileiro" vai resolver essa situação. Sem planejamento, sem o mínimo de organização e seriedade, não dá, definitivamente, não dá.
Como diz aquela frase antiga: "não sabe brincar, não brinca".

domingo, 19 de junho de 2011

Para Refletir


Decisão do Desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo proferida em Agravo de Instrumento ajuizado contra despacho de um Magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da Justiça Gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de ser atropelado por uma motocicleta.

O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário mínimo mais danos morais decorrentes do falecimento do pai.

Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O juiz, no entanto, negou-lhe o direito dizendo não ter apresentado prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por “advogado particular”. A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir do voto do Desembargador Palma Bisson é daquelas que merecem ser comentadas, guardadas e relidas diariamente, vejamos:

“É o relatório. Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro – ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.

Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai – por Deus ainda vivente e trabalhador – legada, olha-me agora. É uma plaina manual  feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro – que NE existe mais – num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.

Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.

O seu pai, menino, desses marceneiros era, foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em sua casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.

Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nos aplainados entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.
Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em causa quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d´água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.

Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defende-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...

Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.

Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com área de definitiva, a antecipação da tutela recursal. É como marceneiro voto.

JOSÉ LUIZ PALMA BISSON – Relator Sorteado”  

Por Vitor Mazzi

quarta-feira, 15 de junho de 2011

EUDCAÇÃO, ÉTICA, MORAL E CIVILIDADE


"Eram os anos 70. Plena Ditadura Militar. Censura e violência. O país herdou um trauma profundo. Mas nossa educação atual não deveria olhar para o passado, superar as dores e renovar idéias. Mesmo as que nasceram ali?"

A capa do livro
Trago hoje imagens de documentos históricos da época da Ditadura Militar. E criei coragem para tocar num assunto delicado. Quantos de vocês chegaram a tomar conhecimento de uma matéria conhecida por Educação Moral e Cívica? E lhes pergunto, porque não existe uma reavaliação do conteúdo da mesma para que possa ser recolocada no currículo escolar?

Os escritos na primeira página.
Antes gostaria que prestassem atenção em alguns pontos interessantes do documento que lhes trago. Um livro que data de maio de 1970, que aparentemente foi usado por um aluno/a por meio de um empréstimo? O livro leva o carimbo do Tenente Braga em muitas de suas páginas. Esse tenente seria o proprietário do livro a época.O presidente era o General Emílio Garrastazu Médici.

O texto não é pequeno. E o assunto é espinhoso, mas acredito que de interesse geral, pais, alunos, professores, cidadãos. Leia com calma, eu lhes agradeço.

Uma coisa é o civismo. Que dada a nossa realidade, perdeu valor. Mas vamos do começo. No dicionário civismo é: Dedicação pelo interesse público ou pela causa da pátria.  Patriotismo.

Ou seja, é o Patriotismo em si. Saber cantar o hino nacional, o hino da bandeira, das armas nacionais, etc. E nesse aspecto está intrinsecamente ligado a todo um código de conduta militar do passado. Mas será que é só isso? Vejamos.

Ainda no que diz respeito ao civismo, o dado livro trazia, por exemplo, um capítulo sobre os Direitos do Homem, com informações como os direitos e garantias individuais, as leis orgânicas do Brasil, a constituição, o os códigos, civil, penal e comercial, a consolidação das leis do trabalho, além das leis de diretrizes e bases da educação nacional. Documento da época. E aí eu já levanto um questionamento. Conhecer as leis não seria algo importante, digamos, para turmas do ensino médio?

Fora isso a parte de civismo trazia informações políticas relevantes como a forma de governo do país e demais formas existentes e uma parte sobre os partidos políticos. E faço outra pergunta. Não seria interessante para os alunos do ensino fundamental e médio aprender sobre os partidos do país, a forma de governo etc.?

Você irá me dizer que estudos desse âmbito são facilmente direcionados, e influenciam o ser em formação, lhe incutindo uma determinada ideologia etc. Ora, a História, juntamente com a Filosofia e a Sociologia, também não o fazem? Não acabamos, nós professores, influenciando nossos alunos de acordo com a nossa maneira de ver o mundo? Pois então.

Vamos a dois pontos importantes. Primeiro, Ética. No dicionário significa: Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana.   Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão; É. social: parte prática da filosofia social, que indica as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros da sociedade.

Muita coisa precisa de séria revisão.
Portanto, Ética e Moral estão amalgamadas. Ou não? Vejamos o que se diz sobre Moral. Diz-se da Moral, “Relativo à moralidade, aos bons costumes. Que procede conforme à honestidade e à justiça, que tem bons costumes. Favorável aos bons costumes. Diz-se de tudo que é decente, educativo e instrutivo. sf  Parte da Filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe.” 

 Pelo meu entendimento não se pode ter uma coisa sem a outra. Porque não trabalhar questões morais com os alunos em uma disciplina específica? Vejamos...

Existe em primeiro lugar um trauma profundo e em segundo um ranço com relação a tudo que se entende por herança do período militar no Brasil. Precisamos nos curar disso primeiro. É muito simplista a idéia de que se é do período militar, não é bom ou (e aí está o problema), se é algo que existiu nesse período é porque estão querendo usurpar nossa liberdade e querendo instituir novamente um governo ditatorial e repressivo. Besteira! Deixemos esse pensamento de lado.

Outra questão séria no Brasil é a dificuldade de um olhar honesto sobre as coisas. Buscar abandonar a forma maniqueísta de ver o mundo. Um exemplo simples está na política. Coisas como “se você é PSDB você é contra o PT, se você é contra o PT, você é PSDB.” Como diria o comediante Danilo Gentili “Ora, ambos me fodem roubam”. Aí quando alguém propõe uma releitura de alguns pontos sobre uma disciplina que (sim foi criada com o intuito de controlar os cidadãos) naquela época! Esses mesmos, de mente simples e pouco instruída (maioria no país, inclusive entre letrados) taxam quem faz tal proposta de “pessoa de direita, fascista, ultra-conservador”

 Não é porque algo foi feito por uma direita repressiva que não pode ser reavaliado, assim como o que é feito pela esquerda não pode simplesmente ser tachado de comunista/revolucionário. Acredito que os tempos são outros e não cabem mais idéias assim. Por isso falo em revisão de conteúdo sobre ética, moral e política, ao invés de apenas recolocar uma matéria antiga, na grade novamente.

Coisas que devem retornar.
Dado o estado em que se encontram as escolas, dado a perda de valor do professor por culpa entre outras coisas de uma (progressão continuada) que destruiu completamente qualquer sentido de respeito que pudesse existir entre alunos e professores, bem como demais funcionários do ambiente escolar, não vejo mal algum em reavaliarmos tal disciplina e recuperar o respeito. Aliás, vejamos: respeito é:  Ação ou efeito de respeitar ou respeitar-se.  Aspecto ou lado por onde se encara uma questão; consideração, modo de ver, motivo, razão.  Apreço, atenção, consideração.  Acatamento, deferência.  Obediência, submissão.  Referência, relação.  Medo, temor.  Direito, justiça, razão.
Interessante não? Veja quantos aspectos em uma mesma palavra.

Todos estão de acordo que quando dizemos “recuperar o respeito” NÃO estamos nos referindo a medo, temor ou submissão, por exemplo, mas obediência, acatamento, bem como apreço, atenção e consideração.

Mas, por ora, examinemos o que nos diz o currículo do Estado de São Paulo para a área de Ciências Humanas.

Quando se fala do currículo de História especificamente, encontramos informações que batem em pontos como cidadania, formação de cidadãos, sociedade pluralista e por aí vai. Alguns pontos interessantes para serem comentados aqui são:

“...durante o regime ditatorial, o consenso era obtido a força:isto pode;isto não pode – sempre de forma imperativa.”

Deixo claro que é o tipo de coisa que não queremos nem para o ensino nem para a sociedade. O currículo discorre sobre alguns pontos que constam nos PCN´s

 “...o primeiro objetivo geral do ensino fundamental é levar os alunos à compreensão da cidadania como participação social e política...despertar a consciência em relação ao exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais...no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio as injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito”

Ora, isso acontece? Existe respeito? As crianças e jovens estão cientes do que significa esse termo? Participação social e política e formação para a cidadania como? Se o Estado cada vez mais vai alijando os alunos de seus deveres e responsabilidades. Fala-se muito em direito e pouco em deveres. E um não vive sem o outro dentro de uma convivência pacífica numa sociedade pluralista. Continuemos...

“os estudantes devem desenvolver um posicionamento crítico...reconhecendo o diálogo...o conhecimento das características fundamentais do Brasil (sociais,materiais e culturais)...valorização da pluralidade...o respeito as diferenças...”

Primeiro, posicionamento crítico não existe por não existir educação de fato. Das características fundamentais, história, sociologia e filosofia já contribuem para isso, é fato, ou ao menos estão na grade com esse propósito e não vejo porque retira-las da grade. Valorização da pluralidade e principalmente respeito às diferenças são dois aspectos que acredito que uma matéria que ensine moral, ética e civilidade podem contribuir para isso. Afinal, lá se vão 41 anos da data que conta nesse livro e claro que o mundo se transformou durante esse período.

É uma nova realidade, onde novos pontos devem ser ensinados para que não criemos “filhotes de Bolsonáro” por aí. Pode parecer contraditório rever uma disciplina conservadora para não criarmos novos bichos da espécie citada, mas é fato que diante de uma nova realidade, onde se deve valorizar a tolerância, por exemplo, não é importante que os jovens aprendam que é preciso determinados valores para uma convivência pacífica?

Sei que o tema levantado aqui é complicado. Sei que dentro de décadas de história da Educação no Brasil existem erros recorrentes. Sei também que quanto mais eu acompanho o dia a dia das instituições educacionais do nosso país e os demais problemas por que passa nossa sociedade, tenho me questionado, não seria o caso de se colocar em prática uma matéria nos moldes do que foi a Educação Moral e Cívica, só que revisada e atualizada para a realidade atual? Será que se derrubada essa tal progressão continuada, e trazendo de volta determinados valores perdidos, não conseguimos uma melhora na situação?

Veja, se pegarmos, por exemplo, a família que é uma instituição que sofreu e vem sofrendo grandes modificações. A família de hoje é bem diferente da dos anos 70. Hoje, a mulher ganhou muito mais espaço dentro da sociedade, a separação já não é mais vista como um ato imoral por grande parte da população e o núcleo familiar passa a ser composto de Pai e filhos, mãe e filhos, casais homossexuais, etc. Então, claro que alguns princípios propagados pela Educação Moral e Cívica no passado, já não cabem mais, mas novos conceitos podem ser trabalhados dentro de uma matéria que trate de ética, moral e civilidade. Hoje temos as questões ecológicas, sustentabilidade, globalização, massificação das informações. Não dá para continuarmos fingindo que o país está crescendo da maneira ideal quando vemos a educação na situação em que se encontra.

Espero que tenham entendido os pontos que levantei aqui. E nem sei até onde eles podem ser considerados ou desconsiderados. Mas quem é professor nesse país atualmente, sabe que as coisas não vão bem.

Fabrício Silva.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Mão de obra especializada? Porque não?

VITOR MAZZI

Todo mundo sabe que o mercado de trabalho anda exigente, quem nunca ouviu aquela frase "emprego tem, o que falta é mão de obra especializada"?
Já pararam alguma vez para pensar como seria se para o cargo de Prefeito, Vereador, Deputado, Senador, ou qualquer outro cargo público eletivo, fosse pré-requisito uma especialidade?
Vamos supor que para se candidatar a um cargo executivo, como o de Prefeito, Governador e até mesmo para Presidente da República fosse exigido no mínimo que o candidato fosse graduado em Administração ou Economia ou até mesmo Ciências Sociais.
Vamos supor ainda que para concorrer a uma cadeira na câmara dos vereadores da sua cidade ou para a câmara dos deputados e ao senado, ou seja, para ocupar a função legislativa, fosse pré-requisito ser o candidato ao menos graduado em Ciências Jurídicas.
Ora! Se para ocupar um cargo no judiciário, seja ele de juiz, promotor ou procurador (entre outros) é necessário a graduação em Direito, a aprovação em exame de ordem e a aprovação em concurso público, ou ainda, como ocorre com Ministros do Supremo Tribunal Federal em que a nomeação se dá por indicação do Presidente da República condicionada à aprovação do Congresso Nacional, porque que não exigir que nossos representantes, nos demais poderes tenham o mínimo de qualificação necessária para desempenhar aquela função?
Vejo com bons olhos essa hipótese, mas algo me diz que nossos Políticos não compartilham dessa opinião.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DESCRIMINALIZAÇÃO: SIM OU NÃO

FABRÍCIO SILVA

“Pai, perdão. Não sabemos o que fazemos.”

Uma pessoa alcoolizada não vai presa. E se dependente pode participar de grupos de A.A Alcoólicos Anônimos. Porém, essa mesma pessoa ao dirigir embriagada, vindo a sofrer um acidente atingindo próximos a ela, pode ser julgada e pagar pelo que fez.
Um fumante, viciado em tabaco, não vai preso. Cabe a ele arcar com as conseqüências que aquilo lhe trás. Assim como cabe a ele o bom senso para não fazer de pessoas não fumantes, que passivamente respirem a mesma fumaça. Daí a existência hoje de bares e restaurantes com locais para fumantes e não fumantes.
Demais drogas são consideradas ilegais e proibidas. São peça fundamental do tráfico de drogas. E por serem ilegais, o consumo das mesmas é tratado como caso de polícia e não de saúde pública. E é o debate que o documentário que estréia na sexta-feira nos cinemas Quebrando o Tabu visa trazer para a sociedade.
Dentre as várias questões levantadas, vem a do sistema prisional brasileiro que está lotado de pessoas condenadas pelo uso de entorpecentes. O que pessoas de renome como Dráuzio Varela defendem é que pelo fato de o uso de drogas serem um problema de saúde pública, as pessoas não devem ir presas pelo uso. Daí o termo descriminalização e não legalização. Descriminar não é legalizar. O documentário mostra a experiência de vários países e tem a participação de importantes ex-chefes de Estado. No Brasil a bandeira é levantada pelo ex-presidente FHC, ele é o âncora do documentário que possuí por trás de sua produção nomes como o de Luciano Huck.
Fernando Henrique defende, por exemplo, a existência de locais onde as pessoas possam fazer uso das drogas e até onde entendi, de forma controlada. A maconha vira a bola da vez no assunto. Visto que ela é comprovadamente menos letal do que duas drogas legais, o tabaco e o álcool. Ainda fica a dúvida, aliás, dúvidas. E as demais drogas? A idéia é descriminalizar tudo como em Portugal, por exemplo? O tráfico de drogas vai mesmo sofrer o seu golpe de misericórdia? Eu acredito que não. Mas tudo bem são questões a se discutir. Outra questão martelando na minha cabeça é a seguinte...
Descriminaliza-se o uso de drogas para que ao invés das pessoas irem presas, acabem indo para clinicas de reabilitação ou para hospitais. Isso diminui o contingente populacional carcerário, mas aumenta a demanda de doentes em hospitais e clínicas públicas. Estamos preparados para atender essas pessoas? Acredito que não, uma vez que já não damos conta nem da demanda atual. Se o setor público de saúde do nosso país é a bagunça que é, como querer que o mesmo cuide de dependentes de outras drogas além das já legalizadas?
Não sabemos até que ponto a descriminalização pode ser benéfica ou não. Que a nossa sociedade trata do assunto com contradição é fato. Afinal, já que tabaco e álcool são legais, a maconha ser descriminalizada não faria muita diferença. Mas teríamos que descriminalizar o resto delas e a dúvida é se o uso diminuirá ou não.
É importante que se diga mais uma coisa. Antes de tratarmos do assunto, precisamos ver até que ponto estamos sendo hipócritas. Já que é sabido que o número de pessoas em todos os setores da sociedade que fazem uso de maconha, por exemplo, não é pequeno. E é sempre bom lembrar, o viciado rico passa por tratamento nas melhores clinicas do Brasil e do mundo. O viciado pobre vai preso. Descriminalizando, o viciado rico mantém essa lógica o pobre vai ser tratado pelo setor público de saúde que não está preparado para atendê-lo e muito menos estará interessado em sua recuperação. Então, o que a gente faz? Descriminaliza ou não?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dúvidas que me cercam

PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá.
Estive pensando a sociedade (pra variar) e, obtendo alguns dados, fazendo algumas análises, cheguei a, não uma, mas várias dúvidas. Bem, contá-las-ei para que me ajudem a dirimi-las.
De posse de alguns números (reitero, não gosto de me basear em números, pois eles são manipuláveis) verifiquei que o padrão de vida do brasileiro aumentou, mais pessoas saíram da linha da miséria, o poder de compra aumentou, enfim, existem vários fatores que indicam que o brasileiro está “vivendo melhor”. Visto isso, comecei a pensar e me surgiu a primeira dúvida: se isso, de fato, está acontecendo, por que o número de roubos, assaltos e sequestros estão aumentando cada vez mais? Estudos mostram que, se a população carcerária continuar aumentando nessa “progressão geométrica”, dentro de alguns anos teremos mais presos do que soltos. Bem, consequentemente outras perguntas assolaram o meu intelecto. O que está levando as pessoas a cometerem mais crimes? Já que, como sabemos, o dinheiro está aumentando, e sempre acreditei que o principal motivo que levavam as pessoas a roubarem fosse a necessidade financeira. Mas, o dinheiro está aumentando para todos mesmo?
Uma vez ouvi de um ladrão que ele rouba pela adrenalina que isso proporciona, ou para se mostrar pra um determinado grupo, ou mesmo pra “se aparecer pra mulheres”. Bem, estou começando a achar que roubo e sequestro viraram esporte (fica a dica pro comitê olímpico brasileiro). Brincadeiras à parte, o que está faltando ser ensinado? As pessoas não têm medo ou não se importam mais com as consequências de seus atos? A obliteração da entidade familiar é causa efetiva nesse mal todo? O sensacionalismo da mídia, o consumismo, a ostentação, tudo isso contribui para o caos? A falência da educação, a degradação da religiosidade, a inversão de valores...enfim, eu preciso de respostas. Mas, na verdade, eu preciso da resposta de uma pergunta em específico: Aonde foi que erramos?

domingo, 29 de maio de 2011

Quem nunca se perguntou por que as leis no Brasil não funcionam? A resposta é simples, a culpa é nossa. Eu explico:

VITOR MAZZI

A Constituição Federal promulgada em 1988 também chamada de Lei Maior ou Carta Magna é como próprio nome diz, a Lei Máxima em nosso país, significa dizer que todo ordenamento jurídico (leis, decretos, medidas provisórias, resoluções e etc.) encontram-se hierarquicamente abaixo da Constituição, e a ela devem obediência, sob pena de serem declaradas inconstitucionais e os seus efeitos nulos ou anuláveis.
Pois bem, em seu artigo 1º A Constituição estabelece que "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito...".
O mesmo artigo em seu parágrafo único, por sua vez estabelece que "Todo poder emana do povo que o exerce por meio de seus representantes....", parece até piada, mas é a pura verdade.
O artigo 2º também da Constituição determina: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si (outra piada) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Os três poderes como são conhecidos, possuem cada um deles uma função típica. Ao Executivo cabe administrar, o judiciário julgar e ao Legislativo legislar, produzir leis, compor o nosso ordenamento jurídico, criar regras limitando os demais poderes.
A essa altura você deve estar se perguntando " o que eu tenho a ver com isso?"
Talvez você não saiba, mas o poder Legislativo é exercido em âmbito Federal pelo Congresso Nacional, ou seja, pelos nossos deputados e senadores e em âmbito municipal pelos nossos vereadores, eleitos por nós, daí porque, temos tudo a ver com isso.
Como podemos querer que haja justiça, se na hora de exercer o nosso poder e escolher os nossos representantes, desperdiçamos essa oportunidade elegendo pessoas despreparadas e sem a menor qualificação para ocupar uma função tão importante, que é a função de crias leis.
Em outras palavras, enquanto nós continuarmos a eleger "Tiriricas", "Zé do gás" e "João do caminhão", para compor o nosso ordenamento, não poderemos esperar muita coisa.
E culpa é de quem?

Vitor Mazzi é advogado militante na comarca de Marília, pós graduado em processo civil.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Olá. E a educação, como vai?

PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá, E a educação, como vai? Começo o texto com essa pergunta intimista porque, não sei se você também, mas eu vejo que a educação está numa vertiginosa descendente. E podemos considerar a educação no seu sentido global, ou seja, a educação tanto dentro da sala de aula quanto no dia a dia. Apesar de eu não gostar de trabalhar com dados, com números, o que nos passam é algo um tanto quanto contraditório, uma vez que se aponta uma maior frequência de alunos em sala de aula, menor índice de repetência, diminuição na evasão, mas não se leva em conta a questão do analfabetismo funcional. Será que o importante é ter o aluno na sala e não se preocupar se ele, de fato, está aprendendo o que estão ensinando? Qual é a real intenção de quem legisla em prol da educação? Levando em conta uma boa intenção (apesar de o inferno estar cheia delas) e sendo o problema da falência da educação tão visível, por que não há uma reforma educacional? Ficaremos presos ao arcaico sistema de ensino do século passado até quando? E a valorização do professor, da carreira, um dia chegará? Certa vez, vi uma reportagem de uma TV americana sobre a saúde na Inglaterra, o entrevistado era um ex-membro do parlamento, Tony Benn, e na entrevista ele disse: “existem duas formas de se controlar um povo, desmoralizando-os e assustando-os... Um povo bem educado, confiante, dá trabalho, fica fora de controle”. Então, chego à conclusão de que ter um povo mal-educado é conveniente. Um povo crítico, leitor, confiante, consegue assimilar informação, criar opiniões próprias, deixa de ser passivo e mero receptor.
Bom, o tema é amplo, daria umas boas páginas de discussão, haja vista que temos também a questão do investimento, da transformação do professor em especialista, pesquisador e podemos pegar exemplos dentro mesmo do próprio estado de municípios que chegam a investir 30% da arrecadação na educação fundamental. Lá se percebe um povo mais motivado, confiante, consciente e preparado para fazer uma leitura crítica do seu meio de convívio. Mas, cá entre nós, pra quem tá “lá em cima”, é melhor o povo aqui idealizado, ou a atual forma de educação?
Enquanto essa ideia não sai da teoria, o que nos cabe é batalhar por melhoras, caso contrário, cairemos num buraco sem fundo e nos tornaremos cada vez presas mais fáceis pros abutres.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Você vive numa democracia?

PAULO ALEXANDRE COSTA
Olá.
Como havia dito anteriormente, sempre começarei os meus textos com uma pergunta, a fim de instigar a reflexão e o pensamento sobre o assunto em questão. Bem, a pergunta de hoje é: nós vivemos num país democrático?
Para começar, entendendo que o conceito literal de democracia é o seguinte: palavra grega composta dos radicais demo=povo e cracia=governo, ou seja, é o governo do povo. Para ir um pouco mais a fundo (me avise se doer, tá? Hehe. Desculpe pela piadinha infame), o parágrafo único do artigo 1° da Carta Magna diz que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos da Constituição”. Bom, por aí já dá pra ter uma idéia do que seja, no seu sentido puro, a democracia. E se você tiver em mente que democracia é igualdade de diretos, além do campo político, peço que tire isso da cabeça. Democracia refere-se a direito (total) de participação política e liberdade de expressão. Agora eu volto a lhe perguntar: você vive num país democrático? Insisto na pergunta porque, no meu modo de entender, o Brasil não é um país democrático. Primeiro, porque o voto aqui tem o mesmo poder que um cheque em branco, ou seja, ele dá liberdade para seu “representante” eleito fazer o que bem entende “em prol da comunidade que o elegeu”, e tomar decisões por conta própria. Aliás, como a pessoa pode saber tanto sobre determinado região, suas necessidades e anseios, se nem ao menos ela vive nessa comunidade? Segundo, a autonomia é tamanha que eles dividem o orçamento da união sem ninguém saber seus critérios. O dinheiro é do povo e é o povo quem tem que decidir o quanto vai pra cada ministério, ou pelo menos ter uma participação mais efetiva. Terceiro, as contas do Estado, o que significa cada imposto cobrado, o porquê de cada imposto ser cobrado, sua destinação, isso tudo não tem um veículo claro e massivo de divulgação. Então, mais uma vez volto a pergunta: você vive num país democrático?
Acredito que a democracia se consolida com o povo tendo participação maior e mais efetiva no governo. Creio que o representante deve viver na sua comunidade, dentro do lugar que o elegeu, viver suas necessidades, viver suas angústias e sofrimentos, e não em uma cidade no meio do cerrado, no planalto central. Acredito ainda que a educação transforma um povo e deve ser a maior das prioridades de um governo, criando o cidadão consciente. Isso vai fazer com que muitos outros índices melhorem vertiginosamente, por exemplo, segurança e saúde.
Bom, como diria o gaguinho: po-po-po-por hoje é só pe-pe-pessoal.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

VÂMO ANDAR DE CARRO VELHO AMOR?

*Este texto foi retirado do AR e eu não sei o motivo. Estou publicando novamente. O link que disponibilizei com acesso a matéria do JG não se encontra mais no ar. 



FABRICIO SILVA

Eu ia escrever sobre a questão do desarmamento, mas... Ontem 10/05 assistia ao Jornal da Globo quando anunciaram a matéria sobre os carros que os vereadores do Rio de Janeiro “ganharam” para trabalhar. No lugar do link para a matéria do JG deixo novo link para notícia no Blog do Noblat em que mais alguns vereadores recusaram a regalia.

“Motor 2.0, quatro airbags, freios ABS, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, CD player com mp3, Bluetooth e bancos de couro.”

Modelo 2012. Custo para os cofres públicos? Coisa pouca, uns 3 milhões sem contar gasolina, manutenção e IPVA. Segundos os “bonitões da bala chita” a câmara cede determinadas coisas que são necessárias para o trabalho dos vereadores que como diz o vereador Renato Moura do (PTC) ”Não vejo nada demais não"

Agora, eu fiquei realmente indignado mesmo foi com a declaração do vereador Carlinhos Mecânico do (PPS), eu cheguei a ficar com dó, olha o que ele disse:

"Primeiro que eu não tenho veículo particular. Dependo de amigos pra vir trabalhar. O carro seria meu meio de trabalho"

Me doeu o coração. Logo eu, que como muitos brasileiros andam a pé ou usam o péssimo transporte público da minha cidade.
A gente trabalha, muitos de nós trabalhamos e estudamos e levamos anos para poder comprar um carro popular. Muitos de nós tendo como primeiro carro o Fusca, conhecido em muitos lugares pelo singelo vulgo “Porva”.

Me dói o coração porque eu fiquei imaginando o Sr. Vereador Carlinhos Mecânico na mesma situação que a minha. Tendo que depender de carona e boa vontade de amigos, para ir e voltar de determinados lugares.

Tenha dó né? É muita falta de vergonha na cara. Aliás, como diria meu avô “passa sebo nessa cara”. Eu sei que você lê isso e pensa, mas tanta coisa pior que os políticos fazem você vem escrever sobre isso? Bom, eu deixo algumas perguntas para você. Que carro você tem? Foi fácil adquiri-lo? O pagamento do IPVA é sempre um momento em que você se sente realmente sendo roubado? E a pergunta mais importante, você sabe que desses 3 milhões dos cofres públicos, uma parte é dinheiro seu né? É bom que se registre que a regra varia como informa a reportagem:

“Em São Paulo, os vereadores têm direito a carro alugado. No Recife, apenas os vereadores da mesa diretora têm direito a carro alugado. Em Belo Horizonte, os parlamentares podem gastar até R$ 3 mil por mês, com aluguel ou manutenção do carro próprio. Em Porto Alegre, há 13 carros oficiais à disposição de 36 vereadores.”

Cada carro comprado pelos vereadores do RJ saiu em média 70 mil reais. Quantos anos de trabalho seu para você alcançar essa quantia?
Dos 51 vereadores, apenas 7 deles se recusaram a receber o carro particular. Como noticiou o referido jornal.

Não sei você, mas eu, quem sabe no fim do ano compro um carrinho. Eu tenho dó (de mim).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ignorância e Preconceito

postado por Sol

BOA TARDE


Já deve ser de conhecimento geral a decisão histórica do Supremo Tribunal de Justiça Brasileiro, que no dia 05 de maio de 2011, reconheceu por unanimidade a união estável de homossexuais, onde estes, a partir de agora, gozam dos mesmos direitos e deveres dos casais heterossexuais e são  reconhecidos como um novo tipo de família, merecendo a mesma proteção do Estado. Passam a ter direito à pensão alimentícia, herança e inclusão em planos de saúde.
Reconheço que, ontem ao assistir a notícia transmitida pelo Jornal Nacional, vibrei junto com a minha mãe e senti que o Brasil realmente estava se tornando "o país do futuro", pois pra mim não há evolução se não há respeito à sociedade, de maneira geral. Decidi que postaria sobre isso hoje e que colocaria um título festivo: "Viva a diversidade!" por exemplo.
Porém, ao pesquisar mais sobre o assunto no site do jornal O Estado de São Paulo, que tanto em sua mídia impresa tanto na eletrônica, é visto como um dos mais conceituados no país, fiquei chocada ao ler algumas opiniões dos leitores: (Clique nas imagens e elas abrirão numa janela em tamanho maior)






Se alguns dos "mais intelectuais" leitores do Estadão tiveram coragem de publicar isso, já pensaram o que foi publicado nos incontáveis sites, blogs, comunidades, twitters e demais redes sociais homofóbicos?
Por que um casal homossexual não pode ser reconhecido como família? Por que insistem em chamar a união de pessoas do mesmo sexo de safadeza, imoralidade, desvio de conduta? Uma criança viverá mais feliz num orfanato do que com um casal gay, que foi aprovado nas entrevistas de adoção, que provou ter condições psicológicas, que passou por diversos testes e meses e meses de adaptação, que lutou na Justiça pelo direito de ter um filho? Por que os gays foram carimbados como pedófilos por estes leitores? Por acaso o gay não se preocupa com o futuro do seu parceiro? Por que essa união deveria ser encarada como um pacto de negócios? A opção sexual de uma pessoa é realmente fator determinante para que ela não tenha os mesmos direitos que a outra nessa nossa sociedade tão democrática?
A sociedade ainda tem muito o que evoluir... Infelizmente, agora eu só posso deixar para vocês mais perguntas do que respostas...


Para aqueles que vibraram como eu, um ótimo fim de semana...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Paulo Alexandre Costa
Olá a todos.
Bom, hoje estreio aqui no blog e, antes de mais nada, deixo claro que sempre iniciarei os textos com uma pergunta, depois, dou o meu parecer sobre o assunto e deixo aberto para que você, que está lendo, e se tiver interesse, dê sua réplica. Não se zangue se em alguns momentos eu for um pouco incisivo, mas a ideia é essa, fazer com que desperte no leitor uma vontade de responder (podendo em alguns casos querer me xingar-hehe) e pensar sobre o assunto.
Então, para começar, a pergunta é: Você é um cidadão?
Bem, a definição da palavra diz que entende-se por "cidadão "o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este. Essa explicação, na teoria, no meu modo de ver, já basta. Agora, e na prática? Deixando as coisas mais claras, vou dar um simples exemplo. Quando há um buraco na rua em frente a sua casa atrapalhando (e muito) o trânsito e, me arrisco a dizer, a sua qualidade de vida, o que você faz? Fica se esbravejando e volta pra dentro de casa? E aí eu lhe pergunto: qual a diferença entre você e um poste?
Quando pergunto se você é um cidadão, pergunto se você é um cidadão consciente, participativo, se você faz as coisas pensando que para toda causa existe uma consequência. Não dá nada se eu jogar um papel de bala no chão. Certo? Errado! Lembre-se que, se na sua cidade houver mais de 100 mil habitantes e se, pelo menos, metade fizer isso, imagine só o estrago que pode causar. Se a estrutura da cidade para o escoamento da água pluvial não é boa, você, diretamente, está contribuindo para que o quadro se agrave.
Pois bem, meu caro brasileiro, você, individualmente, pode sim fazer a diferença. Ser cidadão não é apenas ter direito a voto e representante político, ser cidadão é estar zelando para que o local onde vivemos seja o mais saudável (no sentido mais amplo da palavra) possível para todos. Nisso está embutido um pouco do sentido da democracia. Aliás, você vive, de fato, num país democrático? Ops, já adiantei a pergunta do próximo texto.
Até a próxima.