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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A importância do Professor no Ensino On-line

Lyslley Ferreira dos Santos


Hoje, no século XXI com o surgimento e consolidação das Tecnologias da Informação e Comunicação, é sabido que a Educação deverá passar por várias transformações.
A era da informação e o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação vêm colocar novas questões e exigir um reposicionamento de perspectivas, tanto no campo do ensino superior como no do ensino a distância, criando mesmo novas necessidades na educação e na formação dos indivíduos para o século XXI. (MORGADO, 2001, p. 2)

Contudo, segundo Morgado (2001) a questão da introdução das tecnologias no ensino não se coloca apenas ao nível de uma mudança tecnológica, mas também está  associada a uma mudança nas concepções dos professores sobre e na forma de interação entre educador e educando, neste contexto de novos desafios podemos citar a Educação a Distância e a aprendizagem colaborativa, onde "a aprendizagem é um processo individual, influenciado, contudo, por vários fatores, entre os quais, o grupo e as interações interpessoais [...]" (MORGADO, 2001, p4).
No decorrer de sua obra, a autora trata dos modelos e dos aspectos críticos de ensino online para situar o papel do professor no universo virtual, e acentua que a chave do sucesso da educação virtual está na atuação do tutor. Assim, ela desvela as áreas para a intervenção em função do papel do professor em salas de aula virtuais, que são: aspectos pedagógicos, que suportam o processo de aprendizagem; aspectos de gestão, que refere-se as tarefas de organização, planificação do curso e as atividades de ensino; aspectos sociais, relativa à criação de um contexto social de aprendizagem; aspectos técnicos, que refere-se à contribuição do professor para tornar a tecnologia transparente, permitindo assim ao estudante concentrar-se nas tarefas acadêmicas.
A autora apresenta também uma análise realizada por Salmon (2000) referente ao papel do professor nos contextos on-line, onde em um estudo realizado por 2 anos, concluiu-se que a função do professor se vai alterando à medida que o curso prossegue, distinguindo 5 estádios ou níveis. Com base nesta investigação, elaborou um modelo possível para a construção de um instrumento de apoio à concepção e planificação dos cursos, e de apoio à formação de professores de cursos online. São eles: acesso e motivação, onde ocorre a construção da confiança do utilizador, encorajando-o a participar regularmente; socialização, desenvolvimento da coesão e cultura do grupo e de modos sistemáticos de trabalhar online;  partilha de informação, encorajando todos os participantes a contribuir para a discussão dos conteúdos que foram disponibilizados; construção do conhecimento, encorajar  a  interação, fazer ligações com a aprendizagem em curso, gerir conflitos e dar feedback, possibilitando a interação entre os estudantes e a construção do conhecimento; desenvolvimento, neste estádio os estudantes são responsáveis pela sua própria aprendizagem através das oportunidades criadas.
Tomando por base a análise, Bischoff (2000) a autora, identifica categorias na atuação do professor, são elas: a visibilidade, interações e mensagens (conteúdos, processos, feedback, regras, e apoio técnico), contribuindo para a redução do isolamento dos estudantes; o feedback, fornecendo orientação e apoiando os estudantes,  deve ser regular e detalhado, e não se circunscrever ao fim do curso. os materiais, (programa, leituras e pesquisas a efetuar, trabalhos, questões a discutir, exemplos, atividades, etc.) deverão estar previamente preparados antes do curso iniciar, mas podem ser adicionados no decorrer do mesmo, e terem subjacente um modelo de aprendizagem; e a permanência, o professor deverá estar atento a fatores que possam contribuir para o abandono do curso,  monitorando o nível de participação e envolvimento dos estudantes, no sentido de prevenir estas situações e poder agir antecipadamente.
A partir da análise do texto, concordo com a afirmativa que a chave para o sucesso de um curso on-line está na atuação do professor e acredito que o mesmo é essencial no processo de organização, seleção dos conteúdos e delimitação de estratégias de aprendizagem, mas também no diálogo com o aluno, na mediação de problemas da aprendizagem, instigando, sugerindo, problematizando, enfim, estimulando um processo educacional que propicie muito mais o ato de pensar do que o de reproduzir, incentivando o processo espontâneo de construção do conhecimento, vendo o educando como pessoa e sujeito de todo o processo.
Segundo Vygotsky (1984), a aprendizagem é um processo de construção determinado por condições socioculturais e históricas, no qual a linguagem tem papel de extrema importância. Dada essa situação entendemos que “a ação do outro sobre cada sujeito que aprende é fundamental, não só como incentivadora, mas também como uma ponte indispensável entre este e a realidade que o circunda”

REFERÊNCIAS

MORGADO, L. O papel do professor em contextos de ensino on-line: problemas e virtualidades. In: Discursos.  Série, 3. Universidade Aberta, 2001. p. 125-138. Disponível em:
<http://www.univ-ab.pt/~lmorgado/Documentos/tutoria.pdf>. Acesso em: 03 dez 2011.


VYGOTSKY, Levy S. A formação social da mente. O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cibercultura e Educação

Lyslley Ferreira dos Santos

Desde os tempos remotos, o ser humano vem desenvolvendo técnicas para facilitar sua vida, fato marcado pelas Revoluções Tecnológicas, com a utilização do vapor e das máquinas texteis no final do século XVIII e início do século XIX; do carvão e do ferro em meados do século XIX; e da eletricidade, do petróleo, do automóvel, do avião, da informática e internet nos séculos XX e XXI. Neste contexto, com o advento dos computadores pessoais e da internet, surgem conceitos como o ciberespaço e a cibercultura. Segundo Levy (1999, p. 12) “[...] o ciberespaço é um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores [...]”, e a cibercultura “[...] um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolve juntamente com o crescimento do ciberespaço”.
Na educação, a escrita e a comunicação oral se destacam pelo seu importante papel na transmissão e construção do conhecimento, contudo, a partir do Século XX as novas tecnologias também vão atuar significativamente neste cenário e hoje é a grande promessa para a revolução da educação, contudo é importante destacar que a escrita e a comunicação oral permanecerão atuantes e são de extrema importância para a educação.
Neste sentido a multimídia ou hipertexto vão contribuir de forma significativa no processo de aprendizagem, proporcionando ao aluno condições de aprimoramento cognitivo, como, coleta de informações, memorização e, enfim, construção do conhecimento. Contudo é sempre importante destacar a importância com o cuidado e a veracidade das informações disponibilizadas na rede.
Na escola, a utilização dessa tecnologia informática deve fazer parte do processo educativo, pois contribui de uma forma significativa – dadas suas limitações – ao desenvolvimento das capacidades intelectuais do ser humano, que são, portanto, o objetivo central de todo processo educativo. (ANJOS e ANDRADE, 2008, p. 5)

Podemos afirmar que uma das Instituições que podem auxiliar nesse processo de desenvolvimento cognitivo e de construção do conhecimento do educando é a escola, usufruindo dos recursos tecnológicos do ciberespaço e da cibercultura. Neste contexto, Levy (1999) destaca o papel do professor como incentivador e animador da inteligência coletiva de seus alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos, numa perspectiva de aprendizagem cooperativa, onde professores e alunos compartilham e trocam informações.
Os computadores podem proporcionar aos alunos uma interatividade e troca de informações, contudo é importante destacar que segundo Levy (1999) o ciberespaço não gera uma cultura universal e que a totalidade é inviável, pois o fluxo de informações é constante.
Segundo Levy (1999) frente a essa flexibilidade na veiculação de informações e na aplicabilidade das tecnologias de informática na educação, outra questão pode ser levantada, a evolução do conhecimento que exige do sujeito uma constante reformulação de sua formação profissional, porque diversas áreas do conhecimento acompanham a evolução dos saberes, neste sentido a cibercultura também promove a mudança de formação do indivíduo, de institucionalizada para a generalizada.
Podemos concluir dizendo que, as tecnologias intelectuais influenciam algumas partes do sistema cognitivo humano, em especial, a aprendizagem e a imaginação, sendo assim os computadores são instrumentos essenciais no processo educativo. Com isso a comunicação proporcionada pelos dispositivos de informática contribui para o desenvolvimento da inteligência coletiva. “É aqui que intervém o papel principal da inteligência coletiva, que é um dos principais motores da cibercultura”. (LÉVY, 1999: p. 28).

Referências:

ANJOS, M. U.; ANDRADE C. C. de. A relação entre educação e Cibercultura na perspectiva de Pierre Levy. Disponível em: http://web03.unicentro.br/especializacao/Revista_Pos/P%C3%A1ginas/5%20Edi%C3%A7%C3%A3o/Humanas/PDF/2-Ed5_CH-Relac.pdf. Acesso em: 19/11/2011


LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: 34, 1999.


SHVOONG. Tecnologia e a Evolução do Ser Humano. Disponível em: http://pt.shvoong.com/humanities/383984-tecnologia-evolu%C3%A7%C3%A3o-ser-humano/#ixzz1eAe0A6Zi. Acesso em: 19/11/2011.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O serviço de internet anda a 128kbps

PAULO ALEXANDRE COSTA

Olá a todos.
Como de costume, estou sempre com dúvidas sobre muitas coisas, e hoje, minha dúvida se reporta ao serviço de internet, ou melhor, ao escasso seviço de internet que temos. Realmente eu não consigo entender como, em pleno ano de 2011, a gente ainda tenha tão poucas empresas que prestam serviços nessa área. Além de terem pouquíssimas opções, ainda corremos o risco de, no bairro aonde moramos, por exemplo, alguns serviços não estarem disponíveis. Aonde eu moro, por exemplo, a única opção que eu tenho é a internet da tel...(vou abreviar para não ficar fazendo merchandising – hehe).
Com a revolução e a popularização da grande rede, aliás, da informática de um modo geral, esperava-se que os serviços que estão diretamente ligados a ela, crescessem na mesma proporção e também esperávamos o barateamento do serviço (convenhamos, R$ 70,00 pra míseros 2mg de velocidade não dá). Os grandes centros ainda podem contar com algumas empresas a mais, porém, o interior ainda é carente disso.
Dia desses, a empresa supracitada por mim, do nada, resolveu desligar o telefone e a internet da minha casa. Fiquei furioso, pois não havia motivo para tal, e fui informado que havia uma ordem de serviço para o desligamento da linha. Achei muito estranho, insisti que não havia nada disso mas, como vocês sabem, a tal empresa é campeã de reclamações, e eles persistiram no erro. Passado alguns dias, um funcionário ligou dizendo que havia um erro mesmo, e que não tinha nenhum pedido pra desligamento. Bom, o procedimento correto seria o religamento, mas, o serviço é “ótimo”, disseram que tinha que fazer uma nova linha e blá, blá, blá. Não sei o que ocorreu, mas só sei que estou com o telefone e a internet de antes, não foi preciso fazer uma nova linha coisa nenhuma. Nesse ínterim, eu busquei novas empresas de serviço de internet e me deparei com essa péssima situação. As internets via rádio oscilam muito e são caras para a pouca velocidade que oferecem, as 3G também são assim. A empresa de tv a cabo que oferece o “combo” tem o incoveniente de ter o alcance de sua fibra ótica em “3 ruas da cidade”.
Sinceramente não sei o que está por trás dessa rede de serviços, não sei porque esse quadro resiste às mudanças, só sei que o consumidor é quem sofre com essa falta de opções.
É complicadíssimo!