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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O CONFUCIONISMO IMPERIAL E A COSMOLOGIA HAN NA CHINA

Fabrício Silva

(Produzido durante meu período de estudante de História na Universidade Sagrado Coração - Bauru - SP - Brasil)

Este trabalho é parte de pesquisas realizadas dentro do conteúdo da disciplina História da Ásia e procura mostrar que o império Han na China se baseou numa estrutura política legalista, herança dos Qin, ao mesmo tempo usou a filosofia confuciana para manter o Estado. Através da cosmologia e de uma mentalidade chinesa constituída ao longo da História da China, justificou para a população sua estrutura. Pais superiores aos filhos, homens as mulheres, reis aos súditos, assim funcionava a hierarquia com base em preceitos confucianos, onde a educabilidade moral e o desenvolvimento do homem eram o objetivo final. Esse desenvolvimento moral protegia a Virtude do erro humano, inclusive de erros do governante, Fairbank (2008). Por sua vez o Daoísmo trazia em sua visão cosmológica e naturalista as idéias populares que com movimentos como o dos Turbantes Amarelos chegariam até a elite culta. Crenças em magia antiga, elixir da imortalidade, o misticismo nativo de sua filosofia passiva. Para fortalecer o Estado foi mantido o Legalismo despótico da Era Qin. Era o amálgama legalista-confucionista, o chamado “Confucionismo Imperial”. A violência contra povo e funcionários continuava, mas o governo não poderia se basear apenas na força, daí a importância do confucionismo e sua preocupação com a moral e a conduta adequada. Tudo isso levou o Confucionismo ao centro do cenário político como educação oficial, Fairbank (2008). Já para Gernet (1974), Apesar do rejuvenescimento das idéias confucianas, sua influência não foi suprema na época dos Han, dado o caráter eclético da vida intelectual do período. A estrutura política, filosófica e religiosa do império Han está baseada na teoria dos Cinco elementos, segundo Gernet (1974). Fairbank (2008) discorda ao dizer que a relação entre o governante e seus antepassados já era parte de um pensamento milenar chinês. Esta ligação entre Céu e terra gerou no período Han o conceito dos Cinco Elementos e os Ciclos sendo o mais conhecido o I-Ching, opinião corroborada por Morton (1986). Um pensamento por correlação que não era exclusividade dos chineses, mas que ganhou força, com a idéia do governante no centro e intimamente ligado a natureza, construiu uma firme doutrina e levou os chineses ao encontro do pensamento científico, Fairbank (2008). O Confucionismo foi usado para justificar o despotismo legalista, mantendo a força estatal. O Daoísmo, com crenças opostas ao confucionismo, conviveu junto a ele. A mentalidade simbólica milenar chinesa encontrou no conceito dos Cinco Elementos e dos ciclos como o I Ching, a resposta ecumênica das sucessões dinásticas. Era o fim da unificação pelos Han.

Palavras Chave: Confucionismo, Cosmologia, Han, Império.

Referências Bibliográficas

MORTON, William China – História e Cultura. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1986.
GERNET, Jacques O Mundo Chinês – Uma civilização e uma história, Vol 1. Rio de Janeiro: Edicões Cosmos, 1974.
FAIRBANK, John King; GOLDMAN, Merle China – Uma nova história, Porto Alegre: LP&M, 2008.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A importância do Professor no Ensino On-line

Lyslley Ferreira dos Santos


Hoje, no século XXI com o surgimento e consolidação das Tecnologias da Informação e Comunicação, é sabido que a Educação deverá passar por várias transformações.
A era da informação e o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação vêm colocar novas questões e exigir um reposicionamento de perspectivas, tanto no campo do ensino superior como no do ensino a distância, criando mesmo novas necessidades na educação e na formação dos indivíduos para o século XXI. (MORGADO, 2001, p. 2)

Contudo, segundo Morgado (2001) a questão da introdução das tecnologias no ensino não se coloca apenas ao nível de uma mudança tecnológica, mas também está  associada a uma mudança nas concepções dos professores sobre e na forma de interação entre educador e educando, neste contexto de novos desafios podemos citar a Educação a Distância e a aprendizagem colaborativa, onde "a aprendizagem é um processo individual, influenciado, contudo, por vários fatores, entre os quais, o grupo e as interações interpessoais [...]" (MORGADO, 2001, p4).
No decorrer de sua obra, a autora trata dos modelos e dos aspectos críticos de ensino online para situar o papel do professor no universo virtual, e acentua que a chave do sucesso da educação virtual está na atuação do tutor. Assim, ela desvela as áreas para a intervenção em função do papel do professor em salas de aula virtuais, que são: aspectos pedagógicos, que suportam o processo de aprendizagem; aspectos de gestão, que refere-se as tarefas de organização, planificação do curso e as atividades de ensino; aspectos sociais, relativa à criação de um contexto social de aprendizagem; aspectos técnicos, que refere-se à contribuição do professor para tornar a tecnologia transparente, permitindo assim ao estudante concentrar-se nas tarefas acadêmicas.
A autora apresenta também uma análise realizada por Salmon (2000) referente ao papel do professor nos contextos on-line, onde em um estudo realizado por 2 anos, concluiu-se que a função do professor se vai alterando à medida que o curso prossegue, distinguindo 5 estádios ou níveis. Com base nesta investigação, elaborou um modelo possível para a construção de um instrumento de apoio à concepção e planificação dos cursos, e de apoio à formação de professores de cursos online. São eles: acesso e motivação, onde ocorre a construção da confiança do utilizador, encorajando-o a participar regularmente; socialização, desenvolvimento da coesão e cultura do grupo e de modos sistemáticos de trabalhar online;  partilha de informação, encorajando todos os participantes a contribuir para a discussão dos conteúdos que foram disponibilizados; construção do conhecimento, encorajar  a  interação, fazer ligações com a aprendizagem em curso, gerir conflitos e dar feedback, possibilitando a interação entre os estudantes e a construção do conhecimento; desenvolvimento, neste estádio os estudantes são responsáveis pela sua própria aprendizagem através das oportunidades criadas.
Tomando por base a análise, Bischoff (2000) a autora, identifica categorias na atuação do professor, são elas: a visibilidade, interações e mensagens (conteúdos, processos, feedback, regras, e apoio técnico), contribuindo para a redução do isolamento dos estudantes; o feedback, fornecendo orientação e apoiando os estudantes,  deve ser regular e detalhado, e não se circunscrever ao fim do curso. os materiais, (programa, leituras e pesquisas a efetuar, trabalhos, questões a discutir, exemplos, atividades, etc.) deverão estar previamente preparados antes do curso iniciar, mas podem ser adicionados no decorrer do mesmo, e terem subjacente um modelo de aprendizagem; e a permanência, o professor deverá estar atento a fatores que possam contribuir para o abandono do curso,  monitorando o nível de participação e envolvimento dos estudantes, no sentido de prevenir estas situações e poder agir antecipadamente.
A partir da análise do texto, concordo com a afirmativa que a chave para o sucesso de um curso on-line está na atuação do professor e acredito que o mesmo é essencial no processo de organização, seleção dos conteúdos e delimitação de estratégias de aprendizagem, mas também no diálogo com o aluno, na mediação de problemas da aprendizagem, instigando, sugerindo, problematizando, enfim, estimulando um processo educacional que propicie muito mais o ato de pensar do que o de reproduzir, incentivando o processo espontâneo de construção do conhecimento, vendo o educando como pessoa e sujeito de todo o processo.
Segundo Vygotsky (1984), a aprendizagem é um processo de construção determinado por condições socioculturais e históricas, no qual a linguagem tem papel de extrema importância. Dada essa situação entendemos que “a ação do outro sobre cada sujeito que aprende é fundamental, não só como incentivadora, mas também como uma ponte indispensável entre este e a realidade que o circunda”

REFERÊNCIAS

MORGADO, L. O papel do professor em contextos de ensino on-line: problemas e virtualidades. In: Discursos.  Série, 3. Universidade Aberta, 2001. p. 125-138. Disponível em:
<http://www.univ-ab.pt/~lmorgado/Documentos/tutoria.pdf>. Acesso em: 03 dez 2011.


VYGOTSKY, Levy S. A formação social da mente. O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cibercultura e Educação

Lyslley Ferreira dos Santos

Desde os tempos remotos, o ser humano vem desenvolvendo técnicas para facilitar sua vida, fato marcado pelas Revoluções Tecnológicas, com a utilização do vapor e das máquinas texteis no final do século XVIII e início do século XIX; do carvão e do ferro em meados do século XIX; e da eletricidade, do petróleo, do automóvel, do avião, da informática e internet nos séculos XX e XXI. Neste contexto, com o advento dos computadores pessoais e da internet, surgem conceitos como o ciberespaço e a cibercultura. Segundo Levy (1999, p. 12) “[...] o ciberespaço é um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores [...]”, e a cibercultura “[...] um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolve juntamente com o crescimento do ciberespaço”.
Na educação, a escrita e a comunicação oral se destacam pelo seu importante papel na transmissão e construção do conhecimento, contudo, a partir do Século XX as novas tecnologias também vão atuar significativamente neste cenário e hoje é a grande promessa para a revolução da educação, contudo é importante destacar que a escrita e a comunicação oral permanecerão atuantes e são de extrema importância para a educação.
Neste sentido a multimídia ou hipertexto vão contribuir de forma significativa no processo de aprendizagem, proporcionando ao aluno condições de aprimoramento cognitivo, como, coleta de informações, memorização e, enfim, construção do conhecimento. Contudo é sempre importante destacar a importância com o cuidado e a veracidade das informações disponibilizadas na rede.
Na escola, a utilização dessa tecnologia informática deve fazer parte do processo educativo, pois contribui de uma forma significativa – dadas suas limitações – ao desenvolvimento das capacidades intelectuais do ser humano, que são, portanto, o objetivo central de todo processo educativo. (ANJOS e ANDRADE, 2008, p. 5)

Podemos afirmar que uma das Instituições que podem auxiliar nesse processo de desenvolvimento cognitivo e de construção do conhecimento do educando é a escola, usufruindo dos recursos tecnológicos do ciberespaço e da cibercultura. Neste contexto, Levy (1999) destaca o papel do professor como incentivador e animador da inteligência coletiva de seus alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos, numa perspectiva de aprendizagem cooperativa, onde professores e alunos compartilham e trocam informações.
Os computadores podem proporcionar aos alunos uma interatividade e troca de informações, contudo é importante destacar que segundo Levy (1999) o ciberespaço não gera uma cultura universal e que a totalidade é inviável, pois o fluxo de informações é constante.
Segundo Levy (1999) frente a essa flexibilidade na veiculação de informações e na aplicabilidade das tecnologias de informática na educação, outra questão pode ser levantada, a evolução do conhecimento que exige do sujeito uma constante reformulação de sua formação profissional, porque diversas áreas do conhecimento acompanham a evolução dos saberes, neste sentido a cibercultura também promove a mudança de formação do indivíduo, de institucionalizada para a generalizada.
Podemos concluir dizendo que, as tecnologias intelectuais influenciam algumas partes do sistema cognitivo humano, em especial, a aprendizagem e a imaginação, sendo assim os computadores são instrumentos essenciais no processo educativo. Com isso a comunicação proporcionada pelos dispositivos de informática contribui para o desenvolvimento da inteligência coletiva. “É aqui que intervém o papel principal da inteligência coletiva, que é um dos principais motores da cibercultura”. (LÉVY, 1999: p. 28).

Referências:

ANJOS, M. U.; ANDRADE C. C. de. A relação entre educação e Cibercultura na perspectiva de Pierre Levy. Disponível em: http://web03.unicentro.br/especializacao/Revista_Pos/P%C3%A1ginas/5%20Edi%C3%A7%C3%A3o/Humanas/PDF/2-Ed5_CH-Relac.pdf. Acesso em: 19/11/2011


LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: 34, 1999.


SHVOONG. Tecnologia e a Evolução do Ser Humano. Disponível em: http://pt.shvoong.com/humanities/383984-tecnologia-evolu%C3%A7%C3%A3o-ser-humano/#ixzz1eAe0A6Zi. Acesso em: 19/11/2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Palestra: ARQUEOLOGIA E SIMBOLISMOS CRISTÃOS

Ainda estamos em manutenção, mas vamos informando novidades...


*Estaremos de volta as atividades normais assim que possível.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ATENÇÃO - Inscrições para 2012

ATENÇÃO: 

vai do dia 18/08/2011 até 30/09/2011 as inscrições para os professores lecionarem durante o ano de 2012.
 Professores de Bauru acessem a página da Diretoria de Ensino.
Para os demais, entre em contato com a delegacia de sua região.
Vocês podem acessar o site www.educacao.sp.gov.br  também.

sábado, 13 de agosto de 2011

OBJETIVOS "Vá em busca dos seus"


FABRICIO SILVA


Quando comecei a lecionar, uma amiga me sugeriu que criasse um blog para contar minhas experiências profissionais e eu não acatei a idéia. Mas hoje, junto com outros amigos, escrevo nesse espaço justamente sobre tudo o que envolve a Educação.
Certa vez uma professora me aconselhou dizendo que se passado algum tempo eu não percebesse que a sala de aula é o meu lugar, que eu não tivesse medo de recomeçar do zero se fosse preciso, não importando a idade que eu tivesse. Jamais esqueci esse comentário. Guardei ele e comecei a trabalhar como professor. O que faz um pouco mais de um ano. Agora estou redefinindo objetivos e er fazendo o trajeto.
Para você se sentir bem com o que faz é necessário motivação. Você tem que ter animo, vontade de fazer o que se propôs a fazer. E muitas são as pessoas que se acomodam numa zona de conforto fazendo algo que nem gostam nem desgostam, apenas fazem. E muitas são as pessoas que não entendem que o dinheiro é conseqüência, assim como reconhecimento e etc. Uma pessoa que faz o que quer e o que gosta, naturalmente vai ter uma vida que podemos rotular como sendo de sucesso.
É engraçado o estranhamento das pessoas quando alguém que faz algo a um bom tempo, sem mais nem menos muda a rota. Elas em geral dizem “como assim? Nossa! Ou é oito ou é oitenta! Mas porque fazer isso agora?”
Todas as pessoas que em geral são felizes e bem sucedidas na vida em todas as áreas, são pessoas que não tiveram medo de sair de sua zona de conforto. São pessoas que de uma forma ou de outra se questionaram “o que quero realmente? E quais são os meus objetivos?”
É bem verdade que quando mudanças bruscas de direção acontecem, refletem uma falta de direcionamento anterior. Mas a partir do momento em que se muda, arrisca, busca o que quer buscar e visa um ou mais objetivos, é a prova de que se encontrou um caminho e tem um ponto a chegar. Uma meta a alcançar.
Se eu fosse dar conselho diria o seguinte: “Guarde seus objetivos e sonhos para você! Não desista deles por nada! Seja egoísta, ao menos um pouco! A maioria das pessoas tendem a criticar, invejar, desmotivar, uns aos outros. Fazem isso muitas vezes sem nem perceberem.
Então, descubra as coisas que lhe trazem felicidade e corra em direção a elas. Também não olhe para trás. O que passou, passou, não pense em como poderia ter sido e sim no como será!”
Vejo muitos amigos correndo atrás de especializações após a faculdade, a busca desesperada por um mestrado e muitos o fazem na base do “deixe a vida me levar” ou pior, “ah fulano ta fazendo, não posso ficar para trás!”
Isso só leva as pessoas a caminhos dos quais poderão se arrepender depois.
Se for preciso esperar, espere. O momento certo para começar um projeto é quando o objetivo a ser alcançado está claro diante de você. Os outros são os outros.
Parece capítulo de livro de auto-ajuda, mas acho que você pode aprender com essas palavras, então estão publicadas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Revolução Industrial para crianças


FABRÍCIO SILVA

“Na Inglaterra do século XIX, lugar de criança era na fábrica”

No campo, meninos semeavam, ordenhavam vacas, construíam estábulos e galinheiros, alimentavam os animais, em suma, desde a infância acompanhavam o pai na sua labuta diária.
As meninas ajudavam as mães em casa. Preparavam a refeição e nos fins de tarde a família se reunia, desfrutando bons momentos juntos. Mas e nas cidades?
Quando muitas famílias foram desalojadas tiveram que vir para a cidade. E lá a vida das crianças só fez piorar.
O tempo em família diminuiu, as jornadas de trabalho impediam tal convívio. Já não tinham tempo para nadar em rios, subir em árvores ou cavalgar. O espaço geográfico era outro.
Ruas estreitas, sujas, moradias apertadas e fétidas e o céu azul era coberto pela fumaça das chaminés das indústrias que nasciam.
No início as crianças que iam para a fábrica eram aquelas que haviam sido abandonadas ou vivam em orfanatos, com o tempo as demais crianças da sociedade seguiram o mesmo destino.
Lá pelos seis anos de idade já se começava a trabalhar, recebiam em média a quinta parte do que era pago aos adultos. Geralmente entrando às 5 horas da manhã e seguindo direto sem descanso, a não ser um breve intervalo para refeição, (as crianças nem sentavam, recebiam pão e leite e retornavam ao trabalho ainda com o pão em mãos), até as sete horas da noite, às vezes, estendendo-se até oito, nove ou mesmo dez da noite. Trabalhando em médias 14 horas por dia. Acidentes e doenças eram comuns.

Curiosidade

Legislação trabalhista britânica

1802 – A jornada de trabalho infantil passa a ser de 12 horas diárias.
1819 – É proibido o trabalho de menores de 9 anos nas fábricas de algodão.
1824 – A associação dos trabalhadores é legalizada.
1833 – Crianças de 10 a 13 anos passam a trabalhar 48 horas semanais e as de 13 a 18, 69 horas semanais. São estabelecidas 2 horas para a escola.
1842 – Proibição do trabalho infantil feminino nas minas.
1871 – É legalizado o direito a formação de sindicatos.
1878 – Trabalho das mulheres passa a ser de 56 horas e meia nas fábricas de algodão e 60 horas nas demais fábricas.
1908 – Surgem os primeiros sistemas de seguro social.
1919 – É estabelecida a jornada de 8 horas diárias de trabalho.

Reflexão

Já lhe ocorreu às mudanças dos últimos 20 ou 30 anos? Quantos de vocês tiveram uma infância livre, brincando nas ruas de seus bairros? As casas com os portões baixos, fim de tarde com os pais sentados nas varandas conversando com os vizinhos.
Hoje praticamente todas as casas são fechadas, com portões que impedem a visibilidade, colocam-se cercas elétricas, cães de guarda e dentro das casas as crianças brincam na internet, ou jogam seus playstations da vida. Generalizar não se deve claro! Também não estou aqui criticando as inovações e melhorias alcançadas pela humanidade nos últimos 50 anos, muito menos estou sendo saudosista. Mas fica claro que nossas crianças não têm o mesmo tipo de liberdade que muitos de nós tivemos. Fica a questão para que você pense: Que tipo de sociedade está se construindo? Que paradoxo é esse? Onde para nos sentirmos mais protegidos e “livres” nos trancamos cada vez mais, vivendo com muito mais sedentarismo. A praticidade está aí e deve ser louvada. Mas ainda sim, você vê tudo azul? Então voltamos à mesma questão, que tipo de sociedade estamos criando?

LEGIÃO URBANA

RENATO RUSO

FÁBRICA

Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço -
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão.
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.
De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?
O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,
Que venha o fogo então.
Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada demais.

sábado, 30 de julho de 2011

III Simpósio de História e Geografia

EM BAURU...


O III Simpósio de História e Geografia foi programado pelos Cursos de História e Geografia da Universidade Sagrado Coração, e ocorrerá de 16 à 20 de Agosto de 2011. Professores, estudantes e comunidade em geral estão convidados. A programação está disponível no hotsite do evento: http://migre.me/5lpPk, onde também podem ser feitas as incrições até 16 de Agosto (incrições com apresentação de trabalho, só até o dia 05/08). Participem!


Informações retiradas da página do Evento no Facebook



quinta-feira, 28 de julho de 2011

GABARITOS - PREFEITURA DE BAURU

GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
ADJUNTO  - PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUNDAMENTAL – 6º AO
9º ANO – CIÊNCIAS – (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-B, 2-C, 3-C, 4-C, 5-C, 6-B, 7-C, 8-B, 9-B, 10-D, 11-B, 12-C, 13-D, 14-D, 15-D, 16-C, 17-A, 18-A, 19-
D, 20-B, 21-B, 22-A, 23-C, 24-D, 25-B, 26-A, 27-C, 28-A, 29-B, 30-D, 31-C, 32-A, 33-D, 34-B, 35-D,
36-D, 37-D, 38-B, 39-B, 40-B, 41-C, 42-A, 43-A, 44-D, 45-C, 46-D, 47-A, 48-D, 49-D, 50-B.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão
GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
ADJUNTO  - PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUNDAMENTAL – 6º AO
9º ANO – EDUCAÇÃO FÍSICA – (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-B, 2-B, 3-B, 4-A, 5-C, 6-A, 7-B, 8-D, 9-C, 10-C, 11-B, 12-B, 13-A, 14-B, 15-D, 16-C, 17-D, 18-C, 19-
A, 20-C, 21-C, 22-B, 23-A, 24-C, 25-A, 26-B, 27-C, 28-B, 29-D, 30-D, 31-B, 32-A, 33-C, 34-C, 35-A, 36-
B, 37-A, 38-D, 39-A, 40-C, 41-B, 42-D, 43-C, 44-B, 45-D, 46-C, 47-A, 48-B, 49-B, 50-D.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão
GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
ADJUNTO  - PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUNDAMENTAL – 6º AO
9º ANO - GEOGRAFIA – (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-D, 2-C, 3-A, 4-B, 5-A, 6-D, 7-B, 8-C, 9-D, 10-C, 11-B, 12-D, 13-A, 14-D, 15-C, 16-A, 17-C, 18-B, 19-
B, 20-A, 21-C, 22-D, 23-A, 24-B, 25-C, 26-D, 27-C, 28-B, 29-A, 30-D, 31-A, 32-C, 33-A, 34-D, 35-B, 36-
B, 37-A, 38-C, 39-B, 40-C, 41-A, 42-D, 43-D, 44-A, 45-C, 46-B, 47-C, 48-C, 49-C, 50-B.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão

GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
ADJUNTO  - PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUNDAMENTAL – 6º AO
9º ANO - HISTÓRIA – (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-C, 2-A, 3-B, 4-C, 5-A, 6-B, 7-A, 8-D, 9-A, 10-A, 11-A, 12-D, 13-D, 14-D, 15-D, 16-B, 17-D, 18-D, 19-
B, 20-B, 21-B, 22-C, 23-C, 24-B, 25-A, 26-D, 27-B, 28-D, 29-C, 30-D, 31-C, 32-D, 33-A, 34-A, 35-C, 36-
B, 37-D, 38-C, 39-B, 40-D, 41-A, 42-C, 43-B, 44-A, 45-D, 46-B, 47-B, 48-D, 49-D, 50-C.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão
GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
ADJUNTO  - PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUNDAMENTAL – 6º AO
9º ANO - MATEMÁTICA – (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-D, 2-B, 3-B, 4-D, 5-A, 6-D, 7-B, 8-A, 9-B, 10-C, 11-D, 12-B, 13-B, 14-C, 15-B, 16-C, 17-A, 18-A, 19-
D, 20-B, 21-C, 22-D, 23-C, 24-B, 25-B, 26-D, 27-C, 28-D, 29-A, 30-A, 31-A, 32-C, 33-C, 34-B, 35-C, 36-
A, 37-D, 38-C, 39-D, 40-A, 41-B, 42-D, 43-B, 44-C, 45-D, 46-D, 47-D, 48-C, 49-A, 50-B.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão
GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
ADJUNTO  - PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUNDAMENTAL – 6º AO
9º ANO – LÍNGUA PORTUGUESA – (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-A, 2-C, 3-D, 4-B, 5-D, 6-D, 7-C, 8-B, 9-A, 10-D, 11-C, 12-D, 13-A, 14-C, 15-D, 16-D, 17-C, 18-D, 19-
C, 20-A, 21-A, 22-A, 23-C, 24-B, 25-D, 26-B, 27-A, 28-C, 29-B, 30-D, 31-A, 32-C, 33-A, 34-D, 35-B, 36-
A, 37-C, 38-D, 39-C, 40-A, 41-C, 42-B, 43-D, 44-D, 45-B, 46-A, 47-C, 48-B, 49-C, 50-C.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão
GABARITO DO CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ASSISTENTE DE SERVIÇOS NA
ESCOLA – MERENDEIRA (PROVA REALIZADA EM 24/07/2011).

1-B, 2-D, 3-A, 4-D, 5-C, 6-C, 7-B, 8-A, 9-D, 10-B, 11-C, 12-A, 13-B, 14-D, 15-C, 16-A, 17-C, 18-B, 19-
C, 20-C, 21-D, 22-B, 23-B, 24-A, 25-D, 26-C, 27-C, 28-B, 29-B, 30-C, 31-B, 32-A, 33-C, 34-D, 35-B, 36-
A, 37-D, 38-C, 39-D, 40-A.

Bauru, 28 de julho de 2011.
A Comissão

FONTE: Diário Oficial de Bauru de 28/07/2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

1ª Jornada Tempo de Ser de Bauru

Por Guilherme

1ª Jornada Tempo de Ser de Bauru
"SOBREVIVÊNCIA EMOCIONAL NA CONVIVÊNCIA E A BUSCA DA AUTOCONSCIÊNCIA"

Dias 30 e 31 de julho de 2011 

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Sábado, 30 de julho: 

Workshop : “EU e a Consciência de Mim” 
Atividades vivenciais, estimulando a autopercepção, com técnicas que toquem as dimensões física, energética, mental e emocional, através de:
- Lian Gong, Shiatsu, Automassagem e Toque Sutil; Oficinas de Argila e Pintura em Guache; alimentos sem proteína animal, sem glúten e sem lactose;

Programação:
8h30min - Inscrições e acomodação dos convidados;
9h - Desenvolvendo a Consciência Corporal;
11h - Materializar o meu sentir;
12h - Projeto de Alimentação Natural – almoço;
14h - Buscando a autopercepção;
16h - A cor de seu mundo interior;
17h30 - Reflexão sobre as atividades e encerramento;


Domingo, 31 de julho: 

Workshop: “Conviver, Sobreviver e Sentir”
Exposição de conteúdo, entremeada de vivências dos próprios Educadores do Núcleo de Aprendizagem de Bauru.

Programação:
9 às 12 horas - Conviver e os Mecanismos de Sobrevivência 


Local: Núcleo de Aprendizagem de Bauru
Rua Carlo Del Plete, 14-25; Jardim Europa - Bauru (SP)

Investimento: R$ 60,00 (incluso almoço no sábado e coffee breaks)

Inscrições: no local, no dia do evento.

Mais informações: bauru.comunicacao@tempodeser.org.br
(014) 9771-7500 e (014) 9121-3643 



http://tempodeser.org.br/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cursos e Eventos - Bauru e região

Por Fabrício Silva


Olá,


a USP - Universidade de São Paulo, está oferecendo curso de extensão na área de Educação.
 Ética, valores e cidadania na escola. Será realizado de 15/08/11 à 15/12/11.
                                                                       Inscrições OnLine de 11/07/11 à 15/07/11.
 O curso é a distância. São 1000 vagas, sendo 50 destinadas a Bauru. Grátis para professores e estudantes de Licenciatura.
Mais informações aqui.

*Obrigado a Lys pelas informações.


Enquanto isso...


Na USC - Universidade Sagrado Coração (Bauru). Será realizado de 09 à 12/08/11 - I Forum Nacional Interdisciplinar: Cultura - Folclore.
Mais informações no site.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

AS VERDADES SOBRE O KIT GAY

Por Fabrício Silva.

Vi o vídeo a pouco via Facebook. Poderíamos escrever sobre o assunto. E sei que nem todos os que fazem parte do União do Saber são dessa mesma opinião. Mas eu concordo com o vídeo e achei por bem divulga-lo aqui.

Assista:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

EUDCAÇÃO, ÉTICA, MORAL E CIVILIDADE


"Eram os anos 70. Plena Ditadura Militar. Censura e violência. O país herdou um trauma profundo. Mas nossa educação atual não deveria olhar para o passado, superar as dores e renovar idéias. Mesmo as que nasceram ali?"

A capa do livro
Trago hoje imagens de documentos históricos da época da Ditadura Militar. E criei coragem para tocar num assunto delicado. Quantos de vocês chegaram a tomar conhecimento de uma matéria conhecida por Educação Moral e Cívica? E lhes pergunto, porque não existe uma reavaliação do conteúdo da mesma para que possa ser recolocada no currículo escolar?

Os escritos na primeira página.
Antes gostaria que prestassem atenção em alguns pontos interessantes do documento que lhes trago. Um livro que data de maio de 1970, que aparentemente foi usado por um aluno/a por meio de um empréstimo? O livro leva o carimbo do Tenente Braga em muitas de suas páginas. Esse tenente seria o proprietário do livro a época.O presidente era o General Emílio Garrastazu Médici.

O texto não é pequeno. E o assunto é espinhoso, mas acredito que de interesse geral, pais, alunos, professores, cidadãos. Leia com calma, eu lhes agradeço.

Uma coisa é o civismo. Que dada a nossa realidade, perdeu valor. Mas vamos do começo. No dicionário civismo é: Dedicação pelo interesse público ou pela causa da pátria.  Patriotismo.

Ou seja, é o Patriotismo em si. Saber cantar o hino nacional, o hino da bandeira, das armas nacionais, etc. E nesse aspecto está intrinsecamente ligado a todo um código de conduta militar do passado. Mas será que é só isso? Vejamos.

Ainda no que diz respeito ao civismo, o dado livro trazia, por exemplo, um capítulo sobre os Direitos do Homem, com informações como os direitos e garantias individuais, as leis orgânicas do Brasil, a constituição, o os códigos, civil, penal e comercial, a consolidação das leis do trabalho, além das leis de diretrizes e bases da educação nacional. Documento da época. E aí eu já levanto um questionamento. Conhecer as leis não seria algo importante, digamos, para turmas do ensino médio?

Fora isso a parte de civismo trazia informações políticas relevantes como a forma de governo do país e demais formas existentes e uma parte sobre os partidos políticos. E faço outra pergunta. Não seria interessante para os alunos do ensino fundamental e médio aprender sobre os partidos do país, a forma de governo etc.?

Você irá me dizer que estudos desse âmbito são facilmente direcionados, e influenciam o ser em formação, lhe incutindo uma determinada ideologia etc. Ora, a História, juntamente com a Filosofia e a Sociologia, também não o fazem? Não acabamos, nós professores, influenciando nossos alunos de acordo com a nossa maneira de ver o mundo? Pois então.

Vamos a dois pontos importantes. Primeiro, Ética. No dicionário significa: Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana.   Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão; É. social: parte prática da filosofia social, que indica as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros da sociedade.

Muita coisa precisa de séria revisão.
Portanto, Ética e Moral estão amalgamadas. Ou não? Vejamos o que se diz sobre Moral. Diz-se da Moral, “Relativo à moralidade, aos bons costumes. Que procede conforme à honestidade e à justiça, que tem bons costumes. Favorável aos bons costumes. Diz-se de tudo que é decente, educativo e instrutivo. sf  Parte da Filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe.” 

 Pelo meu entendimento não se pode ter uma coisa sem a outra. Porque não trabalhar questões morais com os alunos em uma disciplina específica? Vejamos...

Existe em primeiro lugar um trauma profundo e em segundo um ranço com relação a tudo que se entende por herança do período militar no Brasil. Precisamos nos curar disso primeiro. É muito simplista a idéia de que se é do período militar, não é bom ou (e aí está o problema), se é algo que existiu nesse período é porque estão querendo usurpar nossa liberdade e querendo instituir novamente um governo ditatorial e repressivo. Besteira! Deixemos esse pensamento de lado.

Outra questão séria no Brasil é a dificuldade de um olhar honesto sobre as coisas. Buscar abandonar a forma maniqueísta de ver o mundo. Um exemplo simples está na política. Coisas como “se você é PSDB você é contra o PT, se você é contra o PT, você é PSDB.” Como diria o comediante Danilo Gentili “Ora, ambos me fodem roubam”. Aí quando alguém propõe uma releitura de alguns pontos sobre uma disciplina que (sim foi criada com o intuito de controlar os cidadãos) naquela época! Esses mesmos, de mente simples e pouco instruída (maioria no país, inclusive entre letrados) taxam quem faz tal proposta de “pessoa de direita, fascista, ultra-conservador”

 Não é porque algo foi feito por uma direita repressiva que não pode ser reavaliado, assim como o que é feito pela esquerda não pode simplesmente ser tachado de comunista/revolucionário. Acredito que os tempos são outros e não cabem mais idéias assim. Por isso falo em revisão de conteúdo sobre ética, moral e política, ao invés de apenas recolocar uma matéria antiga, na grade novamente.

Coisas que devem retornar.
Dado o estado em que se encontram as escolas, dado a perda de valor do professor por culpa entre outras coisas de uma (progressão continuada) que destruiu completamente qualquer sentido de respeito que pudesse existir entre alunos e professores, bem como demais funcionários do ambiente escolar, não vejo mal algum em reavaliarmos tal disciplina e recuperar o respeito. Aliás, vejamos: respeito é:  Ação ou efeito de respeitar ou respeitar-se.  Aspecto ou lado por onde se encara uma questão; consideração, modo de ver, motivo, razão.  Apreço, atenção, consideração.  Acatamento, deferência.  Obediência, submissão.  Referência, relação.  Medo, temor.  Direito, justiça, razão.
Interessante não? Veja quantos aspectos em uma mesma palavra.

Todos estão de acordo que quando dizemos “recuperar o respeito” NÃO estamos nos referindo a medo, temor ou submissão, por exemplo, mas obediência, acatamento, bem como apreço, atenção e consideração.

Mas, por ora, examinemos o que nos diz o currículo do Estado de São Paulo para a área de Ciências Humanas.

Quando se fala do currículo de História especificamente, encontramos informações que batem em pontos como cidadania, formação de cidadãos, sociedade pluralista e por aí vai. Alguns pontos interessantes para serem comentados aqui são:

“...durante o regime ditatorial, o consenso era obtido a força:isto pode;isto não pode – sempre de forma imperativa.”

Deixo claro que é o tipo de coisa que não queremos nem para o ensino nem para a sociedade. O currículo discorre sobre alguns pontos que constam nos PCN´s

 “...o primeiro objetivo geral do ensino fundamental é levar os alunos à compreensão da cidadania como participação social e política...despertar a consciência em relação ao exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais...no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio as injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito”

Ora, isso acontece? Existe respeito? As crianças e jovens estão cientes do que significa esse termo? Participação social e política e formação para a cidadania como? Se o Estado cada vez mais vai alijando os alunos de seus deveres e responsabilidades. Fala-se muito em direito e pouco em deveres. E um não vive sem o outro dentro de uma convivência pacífica numa sociedade pluralista. Continuemos...

“os estudantes devem desenvolver um posicionamento crítico...reconhecendo o diálogo...o conhecimento das características fundamentais do Brasil (sociais,materiais e culturais)...valorização da pluralidade...o respeito as diferenças...”

Primeiro, posicionamento crítico não existe por não existir educação de fato. Das características fundamentais, história, sociologia e filosofia já contribuem para isso, é fato, ou ao menos estão na grade com esse propósito e não vejo porque retira-las da grade. Valorização da pluralidade e principalmente respeito às diferenças são dois aspectos que acredito que uma matéria que ensine moral, ética e civilidade podem contribuir para isso. Afinal, lá se vão 41 anos da data que conta nesse livro e claro que o mundo se transformou durante esse período.

É uma nova realidade, onde novos pontos devem ser ensinados para que não criemos “filhotes de Bolsonáro” por aí. Pode parecer contraditório rever uma disciplina conservadora para não criarmos novos bichos da espécie citada, mas é fato que diante de uma nova realidade, onde se deve valorizar a tolerância, por exemplo, não é importante que os jovens aprendam que é preciso determinados valores para uma convivência pacífica?

Sei que o tema levantado aqui é complicado. Sei que dentro de décadas de história da Educação no Brasil existem erros recorrentes. Sei também que quanto mais eu acompanho o dia a dia das instituições educacionais do nosso país e os demais problemas por que passa nossa sociedade, tenho me questionado, não seria o caso de se colocar em prática uma matéria nos moldes do que foi a Educação Moral e Cívica, só que revisada e atualizada para a realidade atual? Será que se derrubada essa tal progressão continuada, e trazendo de volta determinados valores perdidos, não conseguimos uma melhora na situação?

Veja, se pegarmos, por exemplo, a família que é uma instituição que sofreu e vem sofrendo grandes modificações. A família de hoje é bem diferente da dos anos 70. Hoje, a mulher ganhou muito mais espaço dentro da sociedade, a separação já não é mais vista como um ato imoral por grande parte da população e o núcleo familiar passa a ser composto de Pai e filhos, mãe e filhos, casais homossexuais, etc. Então, claro que alguns princípios propagados pela Educação Moral e Cívica no passado, já não cabem mais, mas novos conceitos podem ser trabalhados dentro de uma matéria que trate de ética, moral e civilidade. Hoje temos as questões ecológicas, sustentabilidade, globalização, massificação das informações. Não dá para continuarmos fingindo que o país está crescendo da maneira ideal quando vemos a educação na situação em que se encontra.

Espero que tenham entendido os pontos que levantei aqui. E nem sei até onde eles podem ser considerados ou desconsiderados. Mas quem é professor nesse país atualmente, sabe que as coisas não vão bem.

Fabrício Silva.



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Já nascemos velhos

Guilherme

É uma verdadeira contradição.

O nascimento deveria representar a renovação da vida, possibilidade para ser diferente ou no mínimo compreender as diferenças. Todos os seres vivos estão inseridos nesse ciclo – nascer, nutrir, reproduzir, morrer; portanto, estamos presos a esse ciclo por um bom tempo ainda, porque ainda não compreendemos o sentido desse ciclo.

Mas ao parar para refletir sobre a espécie humana e a educação, notei algo incômodo: ao nascer somos “presenteados” com “tudo” aquilo que nos precedeu, em todos os sentidos possíveis: língua, maneira de se vestir, de se comportar em um meio social, o que comer, como comer, padrões de beleza e comportamento, enfim, nos entregam um uniforme para viver em humanidade e diga-se de passagem que esse uniforme é tamanho único.

Neste momento vem o questionamento: se o nascimento prenuncia uma oportunidade para o novo como poderemos ter alguma coisa nova se “presenteamos” nossos filhos com um conjunto de caracteres já vencidos?

Evidente que para a espécie humana sobreviver pelo menos as funções básicas tem que ser transmitidas aos recém chegados. Mas minha reflexão está justamente naquilo que extrapola as funções básicas da sobrevivência.

Somos mestres em dizer o que os seres na condição infantil devem ou não fazer, mas somos ignorantes na hora de ouvir o que ela tem a nos dizer. Mesmo sem articular uma única palavra o infanto pode dar indícios do conjunto de caracteres que possui e que necessitam de direcionamento; somente o indivíduo comprometido com uma educação que liberta, e que não enche de “velharias”, poderá criar um campo propício para o desenvolvimento dessas crianças.

Desconsideramos toda e qualquer característica que não esteja dentro dos “padrões” aceitáveis pela sociedade, e não percebemos que por não darmos atenção naquele momento mais importante da educação que é a infância teremos mais a frente um adolescente que necessitará o dobro de atenção em sua educação, quando não o triplo, quádruplo.

Uma outra razão que me fez parar refletir um pouco sobre isso é a quantidade de reclamações que ouço sobre os alunos, sejam eles do ensino infantil, fundamental ou médio. E se ouço um elogio logo vem em seguida uma crítica pra não “acostumar mal” o indivíduo. Até quando ficaremos reclamando que as “crianças” não nos respeitam se não temos o menor respeito em ouvirmos o que elas estão “berrando” diante de nós? Até quando ficaremos dizendo que os adolescentes são um problema se não paramos um momento para ouvir quais são suas dores e angústias frente ao mundo de incertezas que é a transição da infância para adolescência?

Tenho um amigo que sempre diz que a fase infantil é a mais importante no desenvolvimento do ser que um dia irá transitar para a fase da adolescência, adulta e velhice, e como são fases um dia desaparecerão. E o que ficará depois de tantas fases? Fica ai uma reflexão.

Padrões não educam ninguém.

Vamos, porque estou incluído nisso, descobrir novos métodos eu respeitem a individualidade de cada ser. “Seu” filho antes de ser seu pertence a ele mesmo. “Seu” aluno não é sua posse nem propriedade, ele deve descobrir, com você auxiliando na construção de balizas coerentes a cada fase, um caminho para descobrir quem realmente é: ele mesmo!

sábado, 28 de maio de 2011

SIMAB - Semana Integrada do Meio Ambiente - de 30/05 a 05/06/11

SOL BEZERRA


O QUE VOCÊ TEM FEITO PELO MEIO AMBIENTE?

Essa é a questão-tema da SIMAB (Semana Integrada do Meio Ambiente) de 2011. Segundo o folder de divulgação do evento

"As questões ambientais são problemas discutidos atualmente em todo o planeta e acabam por gerar a educação ambiental, em prol da melhoria da qualidade de vida. A semana do meio ambiente já acontece há 12 anos. Nessa edição o objetivo é possibilitar encontros entre os mais variados grupos do município, estimular o debate sobre as mais importantes questões ambientais e estimular o envolvimento de crianças, jovens e adultos.
O foco é unir forças para buscar soluçõe e apresentar resultados já obtidos por instituições bauruenses preocupadas com a conservação e defesa do meio ambiente."

Esse evento é promovido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Bauru com patrocínio, apoio e parceria de diversas empresas e órgãos e será realizado do dia 30 de maio a 05 de junho de 2011, contando com diversas palestras, mesas redondas e práticas que estimulam a preservação do meio ambiente. Durante toda a semana haverá atividades no DAE, Jardim Botânico, Horto Florestal e Jardim Botânico para agendamento de escolas.
Os participantes das palestras receberão certificado e as inscrições podem ser feitas enviando um e-mail para simab2011@gmail.com com o nome completo, RG, e-mail para contato e atividade de interesse.

Confira a programação completa:

30/05 - Segunda

08h30 O papel do Jd. Botânico de Bauru na conservação e educação
Vinícius Sementilli Cardoso, Luiz Carlos de Almeida Neto
Local - Rua Agenor Meira 12-34

09h00 Palestra "Sistema Agroflorestal"
Sr. Vinicius Vendramini Cesário
Local - Centro Rural Tibiriçá

19h30 Abertura oficial
Palestra "O que a economia ttem feito pelo Ambiente?"
Ricardo Shirota
Apresentação do Suco da Horta (SESI)
Local - OAB Bauru - Avenida Nações Unidas, 30-30

31/05 - Terça

08h30 -09h30 Palestra "Cuidando do meu ambiente"
Neusa Maria Ferraz
Local - Auditório do Gabinete - Praça das Cerejeiras

14h30 Palestra "O papel do Jd. Botânico de Bauru na conservação e educação"
Vinícius Sementilli Cardoso, Luiz Carlos de Almeida Neto
Local - Rua Agenor Meira 12-34

20h00 Painel "Projetos de Extensão Educação Ambiental"
Prof. Dr. Rosani de Castro; Prof. Dr. Jair Wagner de Souza Manfrinato; Prof. Dr. Rosane Aparecida gomes Batistelle
Local - Unesp - Anfiteatro do Serviço Técnico de informática da Faculdade de Engenharia - Projeto Recicla Unesp

01/06 - Quarta

09h00 Palestra "Destinação final das embalagens de agrotóxicos"
Engenheiro florestal Luiz Roberto Viccario
Local - Centro Rural Tibiriçá

09h00 em diante Recolhimento de Lâmpadas Fluorescentes
Local - Praça Rui Barbosa

09h30 Apresentações Projeto Perspectiva e Perspectiva Junior
Local - Cantina do CTI

10h00 Distribuição de Mudas Unesp/CTI

12h00 e 18h00 Apresentações Projeto Perspectiva e Perspectiva Junior
Local - Cantina da Unesp

19h30 Oficina de Ecoprodução
Carolina Mendes e Mônica Rego (Unesp Bauru)
Local - Centro Cultural - Avenida Nações Unidas, 8-9

02/06 - Quinta

08h30 - 09h30 Palestra "Consciência Ambiental nas Instituições Públicas"
Sirlei S. Polidoro Campos
Local - Auditório do Gabinete - Praça das Cerejeiras

09h00 Dia de Campo sobre fossa séptica biodigestora
Engenheiro Florestal Luiz Roberto Viccario
Chácara das Flores - Tibiriçá

10h00 - 21h00 Feira da Barganha e da Sucata
Os interessados em participar da feira devem levar objetos, livros, discos, fitas, roupas, brinquedos e móveis usados para trocar ou vender.
Local - Unesp

14h30 Palestra "Gerenciamento de Resíduos Químicos e seus impactos ambientais"
Antonio Carlos Feitosa, Prof. Dr. Mario Sergio Galhiani
Local - Unesp - Anfiteatro do Serviço Técnico de Informática da Faculdade de Engenharia

17h30 Palestra "Eficiência Energética"
Profa. Ms. Maria Goretti Zago Nunes de Souza
Local - Fatec Bauru - Rua Manoel Bento Cruz, 3-30, sala 11

19h30 Mesa Redonda com o tema "Meio Ambiente, Tecnologia e Comunicação Digital"
Kláudio Cóffani (Loyalty Consultoria Ambiental) e Katarini MIguel (Instituto Ambiental Vidágua)
Local - OAB Bauru - Avenida Nações Unidas, 30-30

19h30 Palestra "Tratamento de Resíduos Sólidos e a reciclagem energética"
Prof. Dr. Jair Wagner de Souza Manfrinato
Local - Unesp - Anfiteatro do Serviço de informática da Faculdade de Engenharia

03/06 - Sexta

08h30 - 09h30 Palestra "O verde e sua importância"
Eliel Pacheco Junior
Local - Auditório do Gabinete - Praça das Cerejeiras

10h00 Palestra "Um alerta: poluição das águas"
Profa. Dra. Rogéria M. Alves de Almeida
Local - OAB Bauru - Avenida Nações Unidas, 30-30

19h00 - 22h00 Palestra "Mudanças Climáticas"
Professor Kláudio Coffani
Local - Teatro Edson Celulari - Rua Rubens Arruda, 3-33

05/06 - Domingo

09h00 Encerramento Oficial da SIMAB
Apresentação de bandas regionais, Exposição Labsol, recolhimento de lâmpadas fluorescentes pela Witzler, Denguetes, doação de mudas, muitrão de limpeza, Criança Ecológica e oficinas.
Local - Horto Florestal - Avenida Rodrigues Alves, 38-55

Maiores informações:

http://hotsite.bauru.sp.gov.br/simab

http://www.simabbauru.blogspot.com/

E-mail: simab2011@gmail.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dica Cultural: Prova de Fogo

FABRICIO SILVA

Akeelah and the Bee, 2006 – lançado no Brasil com o Título Prova de Fogo é um filme que tive o prazer de assistir essa semana e que por vários motivos entra como a primeira dica cultural do União do Saber.

Akeelah belamente interpretada por Keke Palmer é uma menina de 11 anos de idade, negra, nos Estados Unidos e que demonstra ter facilidade com soletração. (até onde tenho conhecimento à soletração é uma das formas de aprendizagem utilizadas pelos norte-americanos). Sendo notórios também os concursos de soletração naquele país.
 
Laurence Fishburne está muito bem no papel da personagem Dr. Larabee um professor que vê na menina potencial para disputar os concursos de soletração envolvendo as escolas de todo o país. (daí o título original Akeelah and the Bee).

A que se destacar também o papel da mãe de Akeelah no enredo, Tanya interpretada por Ângela Basset. Akeelah perdeu o pai quando menina e sua mãe é uma mulher nervosa no lidar com a criação de seus filhos, sozinha, dando pouca atenção ao “talento” da filha no decorrer da história.

Fora isso, o que me fez trazer esse filme como uma dica para você que nos acompanha é o fato de o filme tratar de maneira muito interessante a relação aluno/professor/professor/aluno. Dr. Bee consegue mostrar para a pequena Akeelah que mais importante do que saber soletrar é o conhecimento que a menina vai adquirindo ao longo dos estudos, bem como as lições morais aonde, por conta própria ela vai vencendo seus medos e receios, adquirindo confiança em si, mudando inclusive sua postura diante dos fatos.

Dr. Bee também perdeu alguém que amava muito, assim como Akeelah. O professor ao ensinar a menina faz renascer dentro dele as lembranças da pequena filha. E é ai que entra outro ponto que quero ressaltar. O filme é interessante tanto para professores como para alunos, pois, mostra que na dinâmica de aprendizagem um aprende com o outro constantemente. 

O filme que como muitos têm suas passagens clichês e que de certa maneira possui um enredo simples impressiona no fim, quando entre suas várias mensagens, deixa claro que ninguém é melhor do que ninguém, e que vitoriosos somos todos. Clichê? Confira!