sexta-feira, 13 de maio de 2011

VÂMO ANDAR DE CARRO VELHO AMOR?

*Este texto foi retirado do AR e eu não sei o motivo. Estou publicando novamente. O link que disponibilizei com acesso a matéria do JG não se encontra mais no ar. 



FABRICIO SILVA

Eu ia escrever sobre a questão do desarmamento, mas... Ontem 10/05 assistia ao Jornal da Globo quando anunciaram a matéria sobre os carros que os vereadores do Rio de Janeiro “ganharam” para trabalhar. No lugar do link para a matéria do JG deixo novo link para notícia no Blog do Noblat em que mais alguns vereadores recusaram a regalia.

Motor 2.0, quatro airbags, freios ABS, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, CD player com mp3, Bluetooth e bancos de couro.”

Modelo 2012. Custo para os cofres públicos? Coisa pouca, uns 3 milhões sem contar gasolina, manutenção e IPVA. Segundos os “bonitões da bala chita” a câmara cede determinadas coisas que são necessárias para o trabalho dos vereadores que como diz o vereador Renato Moura do (PTC) ”Não vejo nada demais não"

Agora, eu fiquei realmente indignado mesmo foi com a declaração do vereador Carlinhos Mecânico do (PPS), eu cheguei a ficar com dó, olha o que ele disse:

"Primeiro que eu não tenho veículo particular. Dependo de amigos pra vir trabalhar. O carro seria meu meio de trabalho"

Me doeu o coração. Logo eu, que como muitos brasileiros andam a pé ou usam o péssimo transporte público da minha cidade.
A gente trabalha, muitos de nós trabalhamos e estudamos e levamos anos para poder comprar um carro popular. Muitos de nós tendo como primeiro carro o Fusca, conhecido em muitos lugares pelo singelo vulgo “Porva”.

Me dói o coração porque eu fiquei imaginando o Sr. Vereador Carlinhos Mecânico na mesma situação que a minha. Tendo que depender de carona e boa vontade de amigos, para ir e voltar de determinados lugares.

Tenha dó né? É muita falta de vergonha na cara. Aliás, como diria meu avô “passa sebo nessa cara”. Eu sei que você lê isso e pensa, mas tanta coisa pior que os políticos fazem você vem escrever sobre isso? Bom, eu deixo algumas perguntas para você. Que carro você tem? Foi fácil adquiri-lo? O pagamento do IPVA é sempre um momento em que você se sente realmente sendo roubado? E a pergunta mais importante, você sabe que desses 3 milhões dos cofres públicos, uma parte é dinheiro seu né? É bom que se registre que a regra varia como informa a reportagem:

Em São Paulo, os vereadores têm direito a carro alugado. No Recife, apenas os vereadores da mesa diretora têm direito a carro alugado. Em Belo Horizonte, os parlamentares podem gastar até R$ 3 mil por mês, com aluguel ou manutenção do carro próprio. Em Porto Alegre, há 13 carros oficiais à disposição de 36 vereadores.”

Cada carro comprado pelos vereadores do RJ saiu em média 70 mil reais. Quantos anos de trabalho seu para você alcançar essa quantia?
Dos 51 vereadores, apenas 7 deles se recusaram a receber o carro particular. Como noticiou o referido jornal.

Não sei você, mas eu, quem sabe no fim do ano compro um carrinho. Eu tenho dó (de mim).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ignorância e Preconceito

postado por Sol

BOA TARDE


Já deve ser de conhecimento geral a decisão histórica do Supremo Tribunal de Justiça Brasileiro, que no dia 05 de maio de 2011, reconheceu por unanimidade a união estável de homossexuais, onde estes, a partir de agora, gozam dos mesmos direitos e deveres dos casais heterossexuais e são  reconhecidos como um novo tipo de família, merecendo a mesma proteção do Estado. Passam a ter direito à pensão alimentícia, herança e inclusão em planos de saúde.
Reconheço que, ontem ao assistir a notícia transmitida pelo Jornal Nacional, vibrei junto com a minha mãe e senti que o Brasil realmente estava se tornando "o país do futuro", pois pra mim não há evolução se não há respeito à sociedade, de maneira geral. Decidi que postaria sobre isso hoje e que colocaria um título festivo: "Viva a diversidade!" por exemplo.
Porém, ao pesquisar mais sobre o assunto no site do jornal O Estado de São Paulo, que tanto em sua mídia impresa tanto na eletrônica, é visto como um dos mais conceituados no país, fiquei chocada ao ler algumas opiniões dos leitores: (Clique nas imagens e elas abrirão numa janela em tamanho maior)






Se alguns dos "mais intelectuais" leitores do Estadão tiveram coragem de publicar isso, já pensaram o que foi publicado nos incontáveis sites, blogs, comunidades, twitters e demais redes sociais homofóbicos?
Por que um casal homossexual não pode ser reconhecido como família? Por que insistem em chamar a união de pessoas do mesmo sexo de safadeza, imoralidade, desvio de conduta? Uma criança viverá mais feliz num orfanato do que com um casal gay, que foi aprovado nas entrevistas de adoção, que provou ter condições psicológicas, que passou por diversos testes e meses e meses de adaptação, que lutou na Justiça pelo direito de ter um filho? Por que os gays foram carimbados como pedófilos por estes leitores? Por acaso o gay não se preocupa com o futuro do seu parceiro? Por que essa união deveria ser encarada como um pacto de negócios? A opção sexual de uma pessoa é realmente fator determinante para que ela não tenha os mesmos direitos que a outra nessa nossa sociedade tão democrática?
A sociedade ainda tem muito o que evoluir... Infelizmente, agora eu só posso deixar para vocês mais perguntas do que respostas...


Para aqueles que vibraram como eu, um ótimo fim de semana...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

HAITI

Por Fabrício Silva

Quando os soldados se aproximaram a maioria das pessoas correu até eles. Era como se fossem mensageiros divinos. Na verdade a alegria e excitação do povo estavam no que eles traziam. O menino olhou desconfiado, muito pequeno ainda não entendia as razões da correria toda. Quem são esses homens? Ao ver água, não pensou, correu junto da multidão. Pequeno, franzino, se embrenhou no mar de pernas que encontrou a sua frente e conseguiu se colocar junto a um dos soldados. Este por sua vez, deu-lhe a mão, colocou-o em uma posição favorável diante do resto da população, havia algumas outras crianças. O soldado então lhe estendeu uma caneca com água fresca, e um pouco de alimento. O menino então observou uma bandeira no peito do soldado e como não sabia o significado, procurou guardar bem em sua mente aquele símbolo e suas cores. Na etiqueta da farda estava escrito o nome, Sargento Lima. E acima da bandeira Exército Brasileiro.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Paulo Alexandre Costa
Olá a todos.
Bom, hoje estreio aqui no blog e, antes de mais nada, deixo claro que sempre iniciarei os textos com uma pergunta, depois, dou o meu parecer sobre o assunto e deixo aberto para que você, que está lendo, e se tiver interesse, dê sua réplica. Não se zangue se em alguns momentos eu for um pouco incisivo, mas a ideia é essa, fazer com que desperte no leitor uma vontade de responder (podendo em alguns casos querer me xingar-hehe) e pensar sobre o assunto.
Então, para começar, a pergunta é: Você é um cidadão?
Bem, a definição da palavra diz que entende-se por "cidadão "o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este. Essa explicação, na teoria, no meu modo de ver, já basta. Agora, e na prática? Deixando as coisas mais claras, vou dar um simples exemplo. Quando há um buraco na rua em frente a sua casa atrapalhando (e muito) o trânsito e, me arrisco a dizer, a sua qualidade de vida, o que você faz? Fica se esbravejando e volta pra dentro de casa? E aí eu lhe pergunto: qual a diferença entre você e um poste?
Quando pergunto se você é um cidadão, pergunto se você é um cidadão consciente, participativo, se você faz as coisas pensando que para toda causa existe uma consequência. Não dá nada se eu jogar um papel de bala no chão. Certo? Errado! Lembre-se que, se na sua cidade houver mais de 100 mil habitantes e se, pelo menos, metade fizer isso, imagine só o estrago que pode causar. Se a estrutura da cidade para o escoamento da água pluvial não é boa, você, diretamente, está contribuindo para que o quadro se agrave.
Pois bem, meu caro brasileiro, você, individualmente, pode sim fazer a diferença. Ser cidadão não é apenas ter direito a voto e representante político, ser cidadão é estar zelando para que o local onde vivemos seja o mais saudável (no sentido mais amplo da palavra) possível para todos. Nisso está embutido um pouco do sentido da democracia. Aliás, você vive, de fato, num país democrático? Ops, já adiantei a pergunta do próximo texto.
Até a próxima.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Apresentação

Por Guilherme

Olá,

Antes de colocar qualquer texto aqui, achei mais adequado me apresentar. Caso contrário você poderia se perguntar: "que é este ser que está escrevendo isso?". Claro que ao longo das postagens haverão outros indícios que podem ajudar a compor outros caracteres de minha personalidade, e assim, vocês poderão me conhecer um pouco mais ( e espero que eu também!).
Estou professor nesse momento. História, Filosofia, Sociologia.
Intento ser Educador, e para isso estou trabalhando, cada vez mais, pra entender o que é a Educação.
Vislumbro superar o entendimento que tenho da vida e todos os mecanismos manifestos por ela.
Aos poucos estou criando disposições para o autoconhecimento através da criação de novas formas de relacionamento.
Tudo leva tempo, e com a Educação não e diferente, mas já está evidente que chegou o Tempo, tempo de ser eu mesmo em busca de um novo entendimento do que sou e como a Educação pode ajudar nessa descoberta.
Por enquanto, é isso...